12 de jan. de 2013

ORGANIZE AS FINANÇAS PARA A CHEGADA DO BEBÊ.



Ter um filho é um objetivo almejado por muitas mulheres, porém para que esse momento não perca todo seu encanto e se transforme em um “pesadelo” para o bolso, é essencial que os futuros pais se organizem e se planejem financeiramente.
Segundo a coordenadora do Invest mania, Aline Rabelo, é imprescindível a realização de aportes mensais neste investimento e muita disciplina para não gastar as economias em outros fins.
Ao receber a notícia tão esperada, as mamães de primeira viagem devem começar a se preocupar com as lembrancinhas e com o enxoval, mas sem pressa ou impulso consumista. É importante não comprometer o orçamento doméstico para ter uma nova fase mais tranquila.
Dicas da coordenadora:
- Esqueça o cartão de crédito e o cheque especial;
- Refaça seu orçamento doméstico e comece a separar uma quantia mensal para as novas despesas envolvidas com a chegada do bebê.
Aline também dá algumas dicas práticas às mamães para que todos rituais desta fase possam ser cumpridos sem prejuízo às finanças pessoais:
Preparando o enxoval
Com as emoções à flor da pele, é muito fácil se apaixonar pela infinita quantidade de modelos de roupinhas de bebê disponíveis no comércio, mas pode ser bastante perigoso para as contas adquirir tudo o que vê pela frente.
- Não vá às lojas com muita frequência e, quando passear no shopping, compre somente o necessário;
- Antes de levar uma peça para casa, fique atenta à estação do ano em que o filho nascerá (aquela manta tão linda não vai ser usada no verão!);
- Lembre-se de que os recém-nascidos crescem rapidamente e perdem as roupinhas com bastante facilidade, portanto, qualidade e funcionalidade em detrimento à quantidade.
Chá de bebê
Convide os amigos e solicite fraldas e itens de primeira necessidade, como os de higiene. Ter bom estoque destes produtos é bem saudável para as finanças nos primeiros meses de vida do bebê, quando o consumo é bastante elevado.
Nasceu! E as lembrancinhas?
Procure investir em recordações mais simples e customizadas. Se preferir, personalize com calma durante os nove meses de gestação. Certamente, elas terão um valor emocional bem maior.
“Com as contas em dia, com certeza a mamãe vai ter mais tempo para curtir o seu bebê. E para aquelas que ainda estão cogitando a ideia de ser mãe, começar a poupar é o primeiro passo para a concretização do sonho no futuro”, finaliza Aline.

11 de jan. de 2013

Gengibre é aliado contra enjoos matinais

Estudo comprova a eficácia da raiz no alívio dos incômodos causados pelas náuseas durante a gestação.



Um novo estudo publicado pelo The Journal of Maternal-Fetal and Neonatal Medicinereconheceu mais uma vez o poder do gengibre para melhorar a náusea e os vômitos durante a gravidez. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores compilaram 511 artigos da literatura médica sobre a eficácia das ervas na gestação, publicados no período de 1990 a 2010. Muitos deles, no entanto, apresentaram falhas na metodologia de análise e apenas 14 foram considerados adequados para serem incluídos no relatório, que concluiu que o gengibre foi o remédio mais investigado e consistentemente reconhecido por sua eficiência contra os enjoos na gestação, com eficácia comparada à da vitamina B6 e do dimenidrato, substância dos principais remédios para enjoo.
A constatação não é novidade para o obstetra do Hospital Albert Einstein, Daniel Klotzel. “Há 20 anos eu soube que a força aérea britânica estava estudando as propriedades do gengibre para acabar com os enjoos dos pilotos. E, com esta informação, eu passei a indicar o gengibre às minhas pacientes gestantes, tanto aquele japonês como o chá, para ser consumido em jejum ou entre as refeições. E os resultados são bastante satisfatórios”, diz Klotzel.
O obstetra especialista em medicina fetal pela Unifesp Paulo Martin Novak também reconhece a eficácia do gengibre contra os enjoos matinais. “Em 2005, um outro estudo já havia sido publicado pelo American Journal of Obstetrics and Gynecology, que concluiu que o gengibre poderia aliviar os enjoos no começo da gravidez”, lembra.
Mas não é porque se trata de um fitoterápico que você pode consumir o gengibre a torto e a direito, sem consultar o seu obstetra. Exatamente por ter a eficácia comprovada, é sinal de que a raiz contém um princípio ativo que pode causar efeitos adversos, como todo e qualquer medicamento. “O fato de serem naturais não significa que todas as ervas ou plantas são seguras para a mãe e para o feto. Antes de utilizar qualquer tratamento na gravidez, é importante discutir sobre possíveis riscos com o obstetra responsável”, alerta Novak.

Confira a seguir algumas dicas para evitar os enjoos na gestação:
- Como grande parte das gestantes enjoa pela manhã, ao acordar, por causa do longo jejum das horas de sono, coma duas bolachas de água e sal para forrar o estômago antes mesmo de se levantar da cama.
- A primeira refeição do dia deve ser feita com alimentos sólidos e secos, em pequena quantidade.
- Evite ficar grandes períodos em jejum e fracione a dieta em 5 ou 6 refeições, sempre com pequenas porções.
- Não beba grandes volumes de líquido nas refeições, para não diluir o suco gástrico e, consequentemente, atrapalhar a digestão.
- Sempre que puder, tempere a salada com limão ou use a fruta de alguma forma na sua alimentação. Tomar suco de limão ou de laranja também ajuda na digestão.
- Abacaxi, kiwi e água de coco também são bons aliados para os lanchinhos entre as principais refeições.
- Quem sente piora do enjoo com a escovação dos dentes ao acordar deve deixar para realizar a higienização bucal após o café da manhã.
- Evite perfumes e produtos de limpeza com cheiros muito fortes.

10 de jan. de 2013

Máscaras que ajudam as grávidas a combater as estrias e o ressecamento

Está grávida? Aposte nelas para manter rosto e corpo hidratados e combater alguns dos principais problemas da gestação.


As máscaras são um recurso eficiente na batalha contra estrias, excesso de oleosidade e ressecamento da pele. Mais concentradas do que os cremes comuns, elas funcionam como uma terapia intensiva de beleza. O que não significa que os cuidados diários podem ser dispensados. "Máscaras são coadjuvantes, não substitutas de hidratantes, protetores solares e cremes clareadores", alerta Marcelo Bellini, dermatologista da clínica Corpo em Evidência, em São Paulo. Na hora de escolher a máscara ideal para o seu caso, cuidado com os componentes da fórmula, especialmente nas 15 primeiras semanas de gestação. "A absorção das substâncias através da pele é pequena, mas, até os três meses de gravidez, não são feitos estudos em seres humanos", diz o obstetra Renato Kalil, membro da American Academy of Family Physicians, nos Estados Unidos. Assim, princípios ativos mais recentes, como o DMAE e os neurocosméticos, devem ser evitados, por falta de estudos que comprovem sua segurança. Além disso, a pele da gestante é muito sensível, e um tratamento mais agressivo pode fragilizá-la e até provocar manchas. Comuns em máscaras clareadoras e para o combate à acne, o ácido retinóico e a hidroquinona também estão proibidos, mesmo em pequenas concentrações. "Essas substâncias ultrapassam a barreira placentária; portanto, é melhor não arriscar", aconselha a dermatologista Carla Góes Sallet, autora do livro GRÁVIDA E BELA, (Editora Conex).


  1. Para o ROSTO…
  2. A principal reclamação das gestantes é quanto ao aumento da oleosidade. Os poros ficam dilatados e as espinhas tornam-se comuns. Nesses casos, as máscaras à base de extrato de chá verde ou de hamamélis, para controlar a oleosidade, ou de própolis, que tem efeito bactericida, para combater a acne, são as mais indicadas. Já quem tem a pele normalmente seca costuma ver uma piora na gravidez, com descamação e ressecamento intensos. "Esse tipo de pele é mais fácil de tratar, mas tem maior tendência a manchas", diz Carla. As opções de máscaras são inúmeras: de ouro, diamante, maracujá, papaia, salada vegetal, chocolate, pedras preciosas e até caviar… todas elas devolvem a hidratação e o brilho natural.



  1. …e para o CORPO
  2. Pernas, barriga, bumbum e seios já podem contar com muito mais do que o velho óleo de semente de uva. Uma novidade que promete acabar com as estrias adquiridas pelo ganho de peso é o Vegelip, um super-hidratante composto de ácidos graxos essenciais, lipídios do girassol, da rosa mosqueta e da oliva, vitamina E e triglicérides de ácidos cápricos. Dependendo da concentração, pode ser usado tanto como método preventivo quanto para eliminar estrias recentes. Por enquanto, ele está disponível apenas em farmácias de manipulação, mas, em breve, deve chegar ao mercado em fórmulas comerciais. A celulite é outra inimiga das grávidas, mas o tratamento deve ficar para depois do nascimento do bebê. É que as fórmulas específicas normalmente contêm cafeína, xantagosyl, argisyl, teofilina e centelha asiática, todas substâncias proibidas na gestação. E não esqueça: caso resolva aplicar alguma máscara em clínica de estética, nada de raios infravermelhos para aumentar a absorção, pois eles podem provocar o aquecimento do líquido amniótico, colocando em risco sua gestação.

9 de jan. de 2013

Boa saúde bucal de gestante diminui risco de prematuros

A prevenção de infecções dentárias e de gengiva reduz em um terço o risco de partos prematuros.


Você sabia que infecções bucais em gestantes podem causar um aumento na produção de substâncias no organismo que induzem ao trabalho de parto? Por isso, é tão importante fazer consultas no dentista durante a gestação ou mesmo antes dela.

Segundo um artigo divulgado no Daily Mail, uma pesquisa comprovou que mulheres grávidas que tratam seus problemas bucais podem reduzir em um terço o risco de parto prematuro. As gestantes participantes da pesquisa que tinham doença periodontal (na gengiva), e consequentemente um alto risco de dar a luz prematuramente aos seus bebês, foram beneficiadas com tratamentos de raspagem e alisamento radicular.
Esses procedimentos promovem uma remoção de tártaro perto da linha da gengiva, reduzindo o risco de doença periodontal grave. Embora a ligação entre doença de gengiva e parto prematuro não é totalmente esclarecida, estudos anteriores mostraram que melhorar a saúde oral reduz o risco.
Os médicos já demonstraram anteriormente que infecções graves na gengiva causam um aumento na produção de prostaglandinas no organismo, que são substâncias que induzem ao trabalho de parto.
De acordo com os registros de medicina, os nascimentos prematuros são definidos como os bebês nascidos antes de 37 semanas de gravidez e têm sido associados em históricos a baixos níveis de saúde oral das mães. Só na Inglaterra, 54 mil bebês nascem prematuramente a cada ano.
A nova pesquisa, publicada no Journal of Periodontology e feita pela Escola de Medicina Dental de Harvard, descobriu que havia uma redução de 34% no risco de nascimentos prematuros em gestantes que sofriam com a doença periodontal, mas foram submetidas a tratamentos simples no dentista.
Dr. Nigel Carter, diretor executivo da Fundação de Saúde Dental Britânica, disse que a pesquisa confirmou a necessidade de futuras mães a cuidar de sua saúde bucal durante a gravidez: "Este trabalho contribui para as crescentes evidências que sugerem que a saúde bucal durante a gestação é particularmente importante”, comentou.
O profissional acrescentou ainda que as consultas regulares com o dentista não podem ser deixadas de lado nessa época: "O dentista é capaz de lhe dar conselhos sobre como cuidar de seus dentes e gengivas da melhor forma, fazer uma limpeza completa e outros procedimentos necessários”, recomenda. Por isso, se você está grávida ou está planejando uma gestação, é de grande importância fazer uma visita ao dentista que irá avaliar a sua saúde bucal.

8 de jan. de 2013

Leite na gravidez


O obstetra recomendou 1 litro por dia, mas você só consegue tomar 1 xícara. Seu bebê não será menos saudável por isso. Há outros caminhos para garantir o cálcio. Não é só nos laticínios que você encontra o cálcio de que precisa para suprir suas necessidades e as do bebê. Sardinha em lata, couve, brócolis, feijão e gergelim são alternativas para quem não pode (ou detesta) leite, queijos, coalhada e outros derivados. Você tem vários motivos para incluir esses alimentos na dieta. Um deles vem de uma pesquisa mundial promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o estudo, o nutriente reduz as complicações ligadas à pré-eclampsia - doença que atinge 5% das gestantes e pode levar ao parto prematuro e à morte da mãe e do bebê. "Por isso, os polivitamínicos usados na gestação contêm cálcio, e as hipertensas recebem suplementação extra", explica o ginecologista e obstetra Eduardo Souza, do Hospital São Luiz, em São Paulo.
Essa medida preventiva ajuda a minimizar o prejuízo, já que muitas mulheres consomem quantidades baixíssimas do mineral. "Pouco cálcio é um problema em qualquer idade ou condição, mas, para as grávidas, as consequências podem ser graves", afirma a nutricionista Carolina Bortoletto, especialista em nutrição materno-infantil, de Belo Horizonte. Se você faz parte desse time, veja agora como vai ser fácil incrementar o prato com esse nutriente e garantir uma gestação 100% saudável para você e seu filho.

Múltiplos papéis
Não é exagero dizer que, se a gravidez fosse uma orquestra, o cálcio seria forte candidato a regente. Isso porque ele tanto regula processos do organismo materno diretamente envolvidos na gestação (como a coagulação sanguínea e o fluxo de nutrientes para o bebê) quanto influencia a formação do feto. A nutricionista Giovana Lombo-Silva, professora de nutrologia da Universidade Federal de São Paulo, alerta: se as reservas estiverem baixas, até a amamentação será afetada, já que o mineral é o principal componente do leite materno.

Você já imagina que irá passar os próximos nove meses com uma dieta à base de leite e sardinha para dar conta de todas essas necessidades? Relaxe. Na verdade, você não precisa ingerir mais cálcio do que o normalmente recomendado para qualquer mulher adulta, pois a natureza dá uma ajuda nessa fase. "Alguns hormônios da gravidez aumentam a capacidade do organismo de absorver o mineral. A preocupação é não deixar as reservas baixarem para que os estoques não sejam desfalcados com as transferências feitas ao bebê", explica a nutricionista Lara Natacci, coordenadora da Nutrivitta Assessoria Nutricional, em São Paulo, e autora do livro Dietbook Gestante - Tudo o que você deve saber sobre alimentação na gestação, na lactação e para bebês (Ed. Mandarim).

Tira e (não) põe
Os especialistas não sabem ao certo quanto cálcio o feto absorve ao longo da gestação. O mineral, além de entrar na formação dos ossos, dentes e músculos do bebê, regula funções como os batimentos cardíacos do pequeno. Se faltar (o que é raro, já que a criança tira das reservas da mãe aquilo de que necessita), as consequências podem ser malformações e raquitismo. Exceto em situações extremas, a mãe sempre cobre o déficit às custas daquilo que seu esqueleto armazenou nos primeiros 20 anos de vida. Quanto à crença de que o bebê retira cálcio dos dentes da mãe, esqueça. "Isso é mito. Os problemas dentários na gravidez estão ligados a inflamações das gengivas, resultado de alterações hormonais e higiene deficiente", garante a dentista Silvia Chedid, de São Paulo, consultora da Associação Brasileira de Odontologia. Resumo: a conta sobra mesmo para os ossos, que precisam da reposição diária do mineral para se manterem fortes.

Do bem, do mal
Não são apenas os alimentos que você põe no prato que irão interferir nesse equilíbrio. "Estresse, falta de exercícios e baixos níveis de vitamina D são fatores que prejudicam a absorção do cálcio. Por isso, além de investir na qualidade de vida, a gestante deve tomar um pouco de Sol diariamente para estimular a produção natural de vitamina D pelo organismo", afirma Lara. Cuidado também com as combinações feitas. "Não se deve, por exemplo, incluir laticínios e carne na mesma refeição", ensina Giovana. É que o ferro presente nas carnes prejudica a assimilação do cálcio.

O ácido oxálico é outra substância que interfere negativamente na absorção. Abundante nas folhas de espinafre, acelga e beterraba, ele reage com o cálcio, formando um composto impossível de ser digerido. Para diminuir o risco de combinações infelizes, o gastroenterologista Dan Waitzberg, diretor da Ganep Nutrição Humana, em São Paulo, aconselha distribuir pequenas porções de laticínios ao longo do dia. "Na gestação, é preciso comer de três em três horas, e queijos e iogurtes rendem bons lanches. De preferência, em versões desnatadas, que contêm menos gordura", diz ele. Se preferir os similares de soja, leia o rótulo e compre apenas os que tenham cálcio adicionado.