Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

15 de mar. de 2013

Pressão alta na gravidez aumenta o risco de doenças crônicas, diz estudo


Um novo estudo desenvolvido pela Oulu University Hospital, na Finlândia, descobriu que qualquer caso isolado de aumento na pressão arterial na gravidez - e não somente a pré-eclâmpsia ou eclampsia - podem favorecer casos futuros de condições crônicas, como doenças cardiovascularesinsuficiência renal crônica e diabetes. Os resultados foram publicados em fevereiro na revista Circulation.

O trabalho analisou o período pré-natal de 10.314 mulheres grávidas inscritas no estudo Northern Finland Birth Cohort 1996 e acompanhadas depois do nascimento durante 40 anos em média. Uma pressão arterial normal foi definida como 145/95mm Hg. Os estudiosos notaram que um terço das mulheres estudadas tiveram pelo menos uma medição de pressão acima do especificado durante a gestação.

Comparadas com as mulheres que mantiveram a pressão arterial normal durante a gravidez, as mulheres que tiveram alguma alteração ou sofreram pré-eclâmpsia tiveram um risco de 14% a 100% maior de desenvolver doenças cardiovasculares ao longo dos 40 anos de estudo, além de serem de duas a cinco vezes mais propensas a morrer em decorrência de um infarto. O risco de hipertensão foi de 1,6 a 2,5 vezes maior, enquanto o de diabetes foi de 1,4 a 2,2 vezes maior do que as mulheres que não sofreram alterações na pressão arterial durante a gravidez. Além disso, as chances de as participantes com pressão alta na gravidez sofrerem de insuficiência renal crônica também foi de 1,9 a 2,8 maior.

De acordo com os pesquisadores, mesmo as mulheres que tiveram a pressão normalizada depois do nascimento do filho ainda correm esses riscos. Eles afirmam que os resultados mostram que mesmo incidentes isolados de pressão alta durante a gravidez merecem a atenção dos médicos, além de acompanhamento para a prevenção das doenças citadas na pesquisa.

Afaste oito inimigos da sua saúde na gravidez
Durante a gravidez, o sistema imunológico da mulher é responsável por manter sua saúde e ainda garantir que o bebê tenha o desenvolvimento adequado. Por isso, ao longo dos nove meses, os cuidados precisam ser redobrados e seguidos à risca, até mesmo para evitar problemas após a gestação. "Qualquer ameaça à saúde da mãe pode se estender em riscos ao bebê", afirma a ginecologista Bárbara Murayama, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Para passar longe dos perigos, veja as dicas que a especialista recomenda e não deixe de fazer o acompanhamento pré-natal com o ginecologista. 

Diabetes gestacional
Cultivar uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e minerais, é uma das formas mais eficazes de combater o diabetes gestacional e fortalecer o sistema imunológico. Os perigos da doença incluem pressão alta, acúmulo excessivo de líquido amniótico (que pode distender demais a barriga da gestante), mortalidade fetal e malformações.

Isso não significa, entretanto, restrições à mesa: frutas, verduras, legumes, hortaliças, carboidratos, proteínas e gorduras devem formar pratos muito coloridos. "Não se esqueça também de comer a cada três horas, o que evita crises de fome e de hipoglicemia", afirma a médica.

A especialista aconselha ainda que sejam evitadas refeições com muitos condimentos ou temperos em cubinhos, que pioram os enjôos e agravam a hipertensão. Alimentos crus são outra ameaça, porque podem transmitir toxoplasmose e verminoses.

Baixa imunológica
Hepatite B, coqueluche e tétano são doenças evitadas com a vacinação da mulher. "Mas nem toda vacina pode ser tomada durante a gestação. Converse com seu médico e discuta o que pode ser feito caso haja alguma falha na carteirinha de vacinação", diz a ginecologista.

Vacinas que contêm organismos vivos atenuados, como a da rubéola, não são 100% seguras para o bebê e, por esse motivo, devem ser tomadas antes da gravidez. Outras, entretanto, contêm organismos mortos ou apenas partes deles, como a da gripe, e podem ser aplicadas durante a gestação.

Falta de hidratação
Durante a gravidez, as mudanças no corpo vão muito além daquelas que são percebidas externamente. Entre elas, está o aumento do volume sanguíneo, que depende da boa hidratação para acontecer. "Água e suco de frutas são as melhores fontes para a hidratação saudável. Os refrigerantes, por outro lado, devem ser evitados, porque não possuem valor nutritivo", recomenda a especialista.

Indisposição e crises de mau humor
Repousar sem fechar os olhos não basta. É necessário dormir para recuperar energia e produzir hormônios que garantem o bom funcionamento do organismo. "A falta de descanso pode prejudicar a formação do bebê, fazer a pressão sanguínea da mãe aumentar e até aumentar as chances de rompimento da bolsa e de um nascimento prematuro", afirma a ginecologista. Ela recomenda dormir, pelo menos, oito horas durante a noite e fazer breves cochilos durante o dia ou sempre que a gestante se sentir cansada.

Infecções urinárias e dificuldades sexuais
As gestantes podem levar uma vida sexual ativa normal, a não ser quando algum problema durante o pré-natal leva o médico a pedir restrições. "Fazer exames de urina rotineiramente é um cuidado importante. As mudanças que acontecem no corpo da mãe para receber o bebê causam uma pequena dilatação do ureteres e dos rins e promovem a compressão da bexiga, que terá menos espaço par acumular urina, favorecendo infecções", afirma a ginecologista.

É comum também que, nesta fase, a mulher prefira evitar relações sexuais, principalmente nos primeiros meses de gestação, devido à indisposição provocada pelos enjoos e pelas mudanças hormonais. "Quando se sentir disposta, entretanto, a mulher não pode abrir da camisinha para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)".

Excesso de peso
A gestante deve praticar exercícios, pois eles ajudam a controlar o peso e o colesterol, além de prevenir contra a obesidade e o diabetes gestacional. "Prefira atividades de baixo impacto, como caminhadas e hidroginástica, e use roupas leves e confortáveis. Também cuide da hidratação antes, durante e após o treino", explica Bárbara.

Em relação às tarefas domésticas que, muitas vezes se assemelham a verdadeiras maratonas, é aconselhável evitar esforço. E escute seu corpo: qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para interromper a atividade e avisar o médico.

Falta de ar
O tabaco está proibido durante a gestação. Uma fração mínima de consumo pode ser prejudicial ao bebê. Diversos tipos de câncer, a debilitação do sistema respiratório, agravando crises de falta de ar, e pneumonia estão entre os perigos relacionados ao fumo. Além disso, quem cultiva esses hábitos durante a gravidez tem mais chances de apresentar má qualidade de vida, com alimentação desregrada e sedentarismo.

Muito associado ao cigarro, o consumo de álcool também é nocivo na gravidez. Segundo a ginecologista, bebês cujas mães consomem bebidas alcoólicas durante a gestação podem manifestar problemas de crescimento antes e depois de nascer, incluindo má formação do rosto, anormalidades no sistema nervoso central e até a morte intra-uterina.

Hipertensão
hipertensão é mais comum em gestantes acima de 35 anos, em mulheres grávidas do primeiro filho e em gestações múltiplas. Fora esses casos, a doença ameaça qualquer mãe que não repousa o suficiente ou está submetida a altos níveis de estresse, que ingere menos proteínas do que necessita, consome muito sal ou tem histórico familiar de hipertensão. A criança, por sua vez, não consegue ter seu desenvolvimento pleno e apresenta maior propensão a sofrer de problemas respiratórios.

Além disso, a hipertensão reduz a quantidade de líquido amniótico dentro do útero, o que reduz a passagem de oxigênio pela placenta. Consequentemente, o bebê movimenta-se pouco, eliminando menos urina e até parando de respirar para economizar energia. Nos casos graves, há a morte da criança. Monitorar a pressão rotineiramente, diminuir o consumo de sal e tomar muita água são essenciais para controlar a pressão alta.

22 de jan. de 2013

9 problemas invisíveis que podem afetar a gravidez.

Confira cuidados para evitar contratempos durante os nove meses.


Na gravidez, o corpo da mulher muda completamente: há mais sangue e líquidos circulando, o coração bate 20% a mais do que o normal, a pressão baixa, o útero aumenta de tamanho e comprime a bexiga e os demais órgãos, vem a prisão de ventre, aparecem varizes e estrias, entre outras alterações. 

Antes que essa lista pareça assustadora, saiba que entender tudo o que pode acontecer com você durante os nove meses é fundamental para ficar atenta a alguns problemas que podem surgir de forma silenciosa. Para ajudar você, consultamos nossa colunista Carolina Ambrogini, obstetra da Unifesp, para enumerar 9 coisas que podem fazer mal ao bebê. Confira: 

1) Falta de higiene bucal 
Cuidar direitinho dos dentes é uma ação sempre bem-vinda, especialmente quando se está grávida. Um estudo recente da Escola de Medicina de Harvard mostrou que processos inflamatórios na gengiva estimulam o aumento de um hormônio chamado prostaglandina, o que pode induzir o parto prematuro do bebê. 

De acordo com Carolina, as doenças periodontais (da boca) são silenciosas e, por isso, todo cuidado é pouco. “A grávida tem mais propensão ao tártaro e ao sangramento na gengiva. Uma higiene bucal adequada é fundamental, com direito a fio dental, escova e antissépticos bucais. É importante também consultar um dentista para ver se está tudo em ordem”, explica. 

2) Excesso de atividade física 
Antes da gravidez eram 40 minutos de esteira, 25 de bike e meia hora nos aparelhos de musculação? Agora é preciso desacelerar um pouquinho, como alerta a obstetra: “Todo excesso na gravidez deve ser evitado. Quando o esforço físico é muito intenso, a grávida pode aumentar o tônus uterino, o que leva a um trabalho de parto prematuro".
Por outro lado, o sedentarismo também causa desconforto. “As mulheres que não fazem nenhum tipo de atividade podem enfrentar uma gestação mais cansada, com menos disposição. O ideal é fazer atividades físicas leves, de intensidade moderada.” 

3) Banho quente Aquele banho quentinho é uma delícia, mas atenção: gravidez e água fervendo não combinam. “No primeiro trimestre de gestação, é preciso fugir das altas temperaturas. Tomar banho de banheira ou de ofurô ou frequentar uma sauna nem pensar”, alerta Carolina. Isso porque, de acordo com a especialista, o calor estimula a vasodilatação do corpo e baixa a pressão arterial, o que pode causar má-formação no feto.  


4) Café, chá mate e canela 
Sair para o cafezinho da tarde? Só se for um copinho bem pequeno. A obstetra explica que cafeína (presente nos alimentos citados acima) em altas doses pode induzir ao abortamento, além de aumentar a frequência cardíaca e elevar os riscos de mal-estar. “O recomendado é que não passe de três xícaras de café coado ou duas de expresso por dia. Um copo por dia de chá mate não faz mal”, explica Carolina. 

5) Chá verde Fuja dele. “Esse tipo de chá contém substâncias que inibem a produção de ácido fólico [vitamina do complexo B] no organismo da grávida. A falta desse nutriente pode causar má formação no tubo neural do feto”, alerta Carolina.
6) Dietas restritivas
Uma alimentação balanceada é mais do que necessária nesse período de gravidez: além de o feto não receber os nutrientes necessários para o desenvolvimento, a falta de calorias pode levá-lo à obesidade infantil, de acordo com um estudo feito pelo Hospital Universitário de Nottingham. Os pesquisadores descobriram que quando a mãe impede que o feto receba alguns nutrientes, a programação das células de gordura do bebê se altera, o que futuramente pode significar um quadro de distúrbio alimentar.
A especialista alerta: “Ao longo da gestação, a mulher pode aumentar em 400 calorias a sua alimentação. Menos do que isso é um problema. Em vez de dieta, ela pode diminuir alimentos que não fazem falta no cardápio, como doces e frituras”. 

7) Diet e light 
Os adoçantes do tipo ciclamato de sódio e sacarina não são recomendados, pois podem causar má-formação do feto. “Antes de comprar um alimento diet ou light, verifique o rótulo para descobrir a composição. Os adoçantes naturais são sempre os mais recomendados.” 
8) Laxante A constipação é reclamação constante das grávidas. Isso porque, além de o intestino ficar comprimido pelo útero, a progesterona (hormônio da gestação) o deixa mais preguiçoso. Mas, para se livrar do problema, nada de recorrer aos laxantes normais. “Esses produtos podem trazer uma cólica intestinal muito forte. Por isso, durante a gravidez, o melhor é usar laxantes naturais ou à base de fibras. Antes de sair comprando, procure o médico para que ele indique o melhor para você.”

9) Contato com a terra 
A maioria das pessoas já teve contato com a doença toxoplasmose mesmo que não se lembre depois. Isso porque a doença, infecção causada por fezes de gato ou ingestão de carnes cruas ou mal-passadas, é na maioria das vezes assintomática.
O problema é quando ela se manifesta na gravidez. “Quanto mais cedo o bebê for infectado, pior. A toxoplasmose pode levar a um aborto espontâneo ou trazer problemas de visão e cérebro ao longo do desenvolvimento da criança”, explica a especialista. 

Se a gestante já pegou essa doença antes de estar esperando bebê, seu organismo desenvolveu imunidade. Caso contrário, o ideal é que ela evite o contato com as fontes da doença. "Para prevenir, consuma carnes bem passadas e alimentos cozidos. Práticas de jardinagem devem ser moderadas e o contato com a terra deve ser evitado, uma vez que ela pode estar contaminada com fezes de gato.” 

9 de jan. de 2013

Boa saúde bucal de gestante diminui risco de prematuros

A prevenção de infecções dentárias e de gengiva reduz em um terço o risco de partos prematuros.


Você sabia que infecções bucais em gestantes podem causar um aumento na produção de substâncias no organismo que induzem ao trabalho de parto? Por isso, é tão importante fazer consultas no dentista durante a gestação ou mesmo antes dela.

Segundo um artigo divulgado no Daily Mail, uma pesquisa comprovou que mulheres grávidas que tratam seus problemas bucais podem reduzir em um terço o risco de parto prematuro. As gestantes participantes da pesquisa que tinham doença periodontal (na gengiva), e consequentemente um alto risco de dar a luz prematuramente aos seus bebês, foram beneficiadas com tratamentos de raspagem e alisamento radicular.
Esses procedimentos promovem uma remoção de tártaro perto da linha da gengiva, reduzindo o risco de doença periodontal grave. Embora a ligação entre doença de gengiva e parto prematuro não é totalmente esclarecida, estudos anteriores mostraram que melhorar a saúde oral reduz o risco.
Os médicos já demonstraram anteriormente que infecções graves na gengiva causam um aumento na produção de prostaglandinas no organismo, que são substâncias que induzem ao trabalho de parto.
De acordo com os registros de medicina, os nascimentos prematuros são definidos como os bebês nascidos antes de 37 semanas de gravidez e têm sido associados em históricos a baixos níveis de saúde oral das mães. Só na Inglaterra, 54 mil bebês nascem prematuramente a cada ano.
A nova pesquisa, publicada no Journal of Periodontology e feita pela Escola de Medicina Dental de Harvard, descobriu que havia uma redução de 34% no risco de nascimentos prematuros em gestantes que sofriam com a doença periodontal, mas foram submetidas a tratamentos simples no dentista.
Dr. Nigel Carter, diretor executivo da Fundação de Saúde Dental Britânica, disse que a pesquisa confirmou a necessidade de futuras mães a cuidar de sua saúde bucal durante a gravidez: "Este trabalho contribui para as crescentes evidências que sugerem que a saúde bucal durante a gestação é particularmente importante”, comentou.
O profissional acrescentou ainda que as consultas regulares com o dentista não podem ser deixadas de lado nessa época: "O dentista é capaz de lhe dar conselhos sobre como cuidar de seus dentes e gengivas da melhor forma, fazer uma limpeza completa e outros procedimentos necessários”, recomenda. Por isso, se você está grávida ou está planejando uma gestação, é de grande importância fazer uma visita ao dentista que irá avaliar a sua saúde bucal.

8 de jan. de 2013

Leite na gravidez


O obstetra recomendou 1 litro por dia, mas você só consegue tomar 1 xícara. Seu bebê não será menos saudável por isso. Há outros caminhos para garantir o cálcio. Não é só nos laticínios que você encontra o cálcio de que precisa para suprir suas necessidades e as do bebê. Sardinha em lata, couve, brócolis, feijão e gergelim são alternativas para quem não pode (ou detesta) leite, queijos, coalhada e outros derivados. Você tem vários motivos para incluir esses alimentos na dieta. Um deles vem de uma pesquisa mundial promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o estudo, o nutriente reduz as complicações ligadas à pré-eclampsia - doença que atinge 5% das gestantes e pode levar ao parto prematuro e à morte da mãe e do bebê. "Por isso, os polivitamínicos usados na gestação contêm cálcio, e as hipertensas recebem suplementação extra", explica o ginecologista e obstetra Eduardo Souza, do Hospital São Luiz, em São Paulo.
Essa medida preventiva ajuda a minimizar o prejuízo, já que muitas mulheres consomem quantidades baixíssimas do mineral. "Pouco cálcio é um problema em qualquer idade ou condição, mas, para as grávidas, as consequências podem ser graves", afirma a nutricionista Carolina Bortoletto, especialista em nutrição materno-infantil, de Belo Horizonte. Se você faz parte desse time, veja agora como vai ser fácil incrementar o prato com esse nutriente e garantir uma gestação 100% saudável para você e seu filho.

Múltiplos papéis
Não é exagero dizer que, se a gravidez fosse uma orquestra, o cálcio seria forte candidato a regente. Isso porque ele tanto regula processos do organismo materno diretamente envolvidos na gestação (como a coagulação sanguínea e o fluxo de nutrientes para o bebê) quanto influencia a formação do feto. A nutricionista Giovana Lombo-Silva, professora de nutrologia da Universidade Federal de São Paulo, alerta: se as reservas estiverem baixas, até a amamentação será afetada, já que o mineral é o principal componente do leite materno.

Você já imagina que irá passar os próximos nove meses com uma dieta à base de leite e sardinha para dar conta de todas essas necessidades? Relaxe. Na verdade, você não precisa ingerir mais cálcio do que o normalmente recomendado para qualquer mulher adulta, pois a natureza dá uma ajuda nessa fase. "Alguns hormônios da gravidez aumentam a capacidade do organismo de absorver o mineral. A preocupação é não deixar as reservas baixarem para que os estoques não sejam desfalcados com as transferências feitas ao bebê", explica a nutricionista Lara Natacci, coordenadora da Nutrivitta Assessoria Nutricional, em São Paulo, e autora do livro Dietbook Gestante - Tudo o que você deve saber sobre alimentação na gestação, na lactação e para bebês (Ed. Mandarim).

Tira e (não) põe
Os especialistas não sabem ao certo quanto cálcio o feto absorve ao longo da gestação. O mineral, além de entrar na formação dos ossos, dentes e músculos do bebê, regula funções como os batimentos cardíacos do pequeno. Se faltar (o que é raro, já que a criança tira das reservas da mãe aquilo de que necessita), as consequências podem ser malformações e raquitismo. Exceto em situações extremas, a mãe sempre cobre o déficit às custas daquilo que seu esqueleto armazenou nos primeiros 20 anos de vida. Quanto à crença de que o bebê retira cálcio dos dentes da mãe, esqueça. "Isso é mito. Os problemas dentários na gravidez estão ligados a inflamações das gengivas, resultado de alterações hormonais e higiene deficiente", garante a dentista Silvia Chedid, de São Paulo, consultora da Associação Brasileira de Odontologia. Resumo: a conta sobra mesmo para os ossos, que precisam da reposição diária do mineral para se manterem fortes.

Do bem, do mal
Não são apenas os alimentos que você põe no prato que irão interferir nesse equilíbrio. "Estresse, falta de exercícios e baixos níveis de vitamina D são fatores que prejudicam a absorção do cálcio. Por isso, além de investir na qualidade de vida, a gestante deve tomar um pouco de Sol diariamente para estimular a produção natural de vitamina D pelo organismo", afirma Lara. Cuidado também com as combinações feitas. "Não se deve, por exemplo, incluir laticínios e carne na mesma refeição", ensina Giovana. É que o ferro presente nas carnes prejudica a assimilação do cálcio.

O ácido oxálico é outra substância que interfere negativamente na absorção. Abundante nas folhas de espinafre, acelga e beterraba, ele reage com o cálcio, formando um composto impossível de ser digerido. Para diminuir o risco de combinações infelizes, o gastroenterologista Dan Waitzberg, diretor da Ganep Nutrição Humana, em São Paulo, aconselha distribuir pequenas porções de laticínios ao longo do dia. "Na gestação, é preciso comer de três em três horas, e queijos e iogurtes rendem bons lanches. De preferência, em versões desnatadas, que contêm menos gordura", diz ele. Se preferir os similares de soja, leia o rótulo e compre apenas os que tenham cálcio adicionado.

26 de dez. de 2012

Os benefícios dos líquidos na gravidez.

Água, chás e sucos são liberados, enquanto o café e refrigerantes precisam de moderação. Veja por que é importante se manter hidratada durante os nove meses.

Você sabe como se manter hidratada é fundamental para a saúde. Mas na gravidez essa importância dobra. Os líquidos ajudam na circulação sanguínea do útero e da placenta, além de melhorar as condições nutricionais da criança. É importante diversificar. Bebidas como água, sucos e alguns chás, como erva-doce, erva-cidreira e camomila, são liberados durante os nove meses. Já o café e o refrigerante devem ser consumidos com moderação. "A mulher não pode abusar do café porque ele diminui a absorção de cálcio no organismo", afirma Walter Banduk, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Camilo (SP). "Por conta dos componentes artificiais existentes nos refrigerantes, eles também devem ser tomados em poucas quantidades", diz. 
Além de hidratar, os líquidos também combatem o enjoo e as náuseas. "Bebidas frias com sabor ácido ou amargo são ótimas para acabar com o mal-estar. Um bom exemplo é a água tônica e o suco de limão", diz o médico. Frutas e verduras com alto teor de água e fibras também são aliadas na hora de hidratar e, de quebra, ainda evitam o intestino preso e a pele ressecada. 

Quanto às bebidas alcoólicas, fuja delas durante a gravidez e a amamentação. Alguns médicos até liberam uma quantia mínima em ocasiões especiais,"Em ocasiões muito especiais, a grávida pode tomar uma tacinha de vinho, e só", diz Walter. Abaixo você confere uma tabela com o que pode ou não beber:


19 de dez. de 2012

Saiba como se divertir e relaxar na gravidez sem expor você e seu bebê a riscos.

A grávida pode se bronzear à vontade, basta que capriche na proteção solar e na ingestão de líquidos

"Gravidez não é doença." Você já deve ter ouvido essa máxima de médicos, familiares e amigos. Mas, nesse período, a gestante precisa respeitar algumas limitações e evitar certas situações cotidianas para assegurar a própria saúde e, claro, a do bebê.

"As restrições têm a ver com males que diversas práticas podem provocar e impactar não só a vida da mãe e da criança que está no ventre, como a de toda a família que aguarda o nascimento", afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista, obstetra e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Nessa etapa da vida, portanto, é essencial eleger algumas prioridades no campo do trabalho, da alimentação, da vida social e dos momentos de lazer. A respeito destes, ainda que você tenha uma gravidez considerada saudável, é necessário levar em conta mais do que bom senso e buscar informações. Não são todos os passatempos que podem ser desfrutados sem cuidados.

"A espera de um bebê não é o melhor período da vida de uma mulher sedentária para ela se tornar uma atleta, por exemplo", declara Rômulo Negrini, mestre e especialista em medicina fetal e gestação de alto risco e professor da Santa Casa de São Paulo. Negrini diz que a observação não quer dizer que praticar atividade física seja proibido para as gestantes. Pelo contrário: o hábito é saudável, proporciona bem-estar e ajuda a amenizar desconfortos típicos da gravidez, só é preciso escolher modalidades adequadas ao momento, como a caminhada.

"A questão a ser levada em conta é que as mudanças físicas típicas da gravidez, dentre elas o aumento de peso e a perda de equilíbrio, podem dificultar a aprendizagem de uma atividade simples, como andar de bicicleta, e provocar acidentes", afirma Ruth Hitomi Osava, professora do curso de obstetrícia da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP e presidente da Abenfo/SP (Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado de São Paulo).
Mesmo para quem está habituada a praticar atividade física regularmente, e tem liberação médica, há restrições. De acordo com Negrini, andar de bicicleta em excesso, no fim da gestação, aumenta a chance de a mulher entrar em trabalho de parto por ser um exercício ergométrico que exige esforço dos membros inferiores. Por isso, ele recomenda que a gestante converse com o profissional que faz seu pré-natal sempre que apareçam dúvidas do gênero posso ou não posso.

"Quando algo não é proibido, porém não recomendado para grávidas, pense se o que você quer fazer é inadiável ou pode esperar o término dos nove meses. Por que arriscar?", questiona Negrini. E, mesmo depois de dialogar com o médico e obter sua aprovação, se a gestante se sentir insegura e temerosa para praticar alguma atividade, por mais simples e inofensiva que pareça, o especialista diz que é melhor não tentar.

Leia mais recomendações dos especialistas para outros lazeres no caso de gestações saudáveis.

Frequentar sauna

A ginecologista e obstetra Patrícia Rossi, membro da Comissão de Avaliação Profissional da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), diz que não é uma atividade recomendada para a gestante. "A temperatura elevada pode baixar ainda mais a pressão arterial da grávida, que já tem tendência a ser baixa, fazendo-a se sentir mal."

Acampar

A diversão pode ser desfrutada pelas gestantes desde que sejam considerados dois cuidados. No fim da gestação, Negrini fala que é importante não escolher um lugar isolado demais ou de difícil acesso para não se correr o risco de entrar em trabalho de parto sem receber a assistência adequada. Outra providência é buscar informações a respeito da incidência de febre amarela na região a ser visitada. "A vacina não deve ser aplicada em grávidas por conter o vírus da febre amarela vivo." Por isso, se houver casos da doença no local, é mais prudente escolher outro destino.

Experimentar culinárias diferentes

Pratos das cozinhas indiana, vietnamita, tailandesa e chinesa estão liberados. Mas, se você já tem histórico de intolerância à pimenta, frutos do mar ou outro ingrediente, ele continua tendo de ser respeitado. O único alerta para a futura mãe tem a ver com receitas que contêm ingredientes crus ou mal passados (vegetais, legumes e carnes), por causa do risco de contrair toxoplasmose (doença infecciosa que pode ser transmitida da mulher para o feto e causar má formação do bebê), entre outros males relacionados com alimentos contaminados.

Mergulhar

O hobby aquático é proibido durante a gestação, mesmo para quem mergulhava com frequência, por vários fatores. Zlotnik, do Einstein, diz que na água, em profundidade, nosso corpo sofre uma série de alterações, que têm a ver com a variação de pressão, de oxigenação e de concentração de outros gases, que afetam o bebê. "Na superfície, com esnórquel, não há problema", fala o especialista.

Mesmo nessa modalidade, vale ficar atenta à sua capacidade respiratória e não exagerar na dose. Ruth Hitomi Osava diz que é normal a mulher, com o avançar da gravidez, ter a capacidade respiratória reduzida e se cansar mais facilmente.

Tomar sol para se bronzear

Sem problemas. As recomendações para a futura mãe são as mesmas para qualquer pessoa: entre 10h e 16h, a exposição deve ser suspensa por causa da alta radiação UVA e UVB, proteger os olhos e a cabeça, com óculos e chapéu, e usar filtro solar em todo o corpo, seja lá qual for o horário do banho de sol.

"Inclusive na barriga. O produto fica na pele, a criança não tem contato nenhum com ele nem vai esquentar se a mãe tomar sol. O bebê está bem protegido", diz Zlotnik, do Einstein. Por estar grávida, ele diz ser prudente ficar mais atenta ao risco de desidratação, ingerindo muito líquido, e ao surgimento de manchas na pele (em função da variação hormonal), caprichando na aplicação e reaplicação do filtro solar.

Andar de montanha-russa

Em nenhum momento da gravidez esse tipo de divertimento é liberado por inúmeras razões. No início da gestação, Negrini diz que a mulher geralmente sofre com enjoos, pode vomitar e corre o risco de aspirar o vômito, expondo a saúde dela e a do bebê. A partir da 20ª semana, a aceleração do brinquedo aumenta a chance de descolamento de placenta.

Saltar de "bungee jump"

Não é hora de experimentar a atração radical. Ruth Hitomi Osava afirma que a descompressão brusca de ar pode acarretar o descolamento da placenta e o impacto ao final da queda é também sentido pela criança. "É como soltar uma bexiga cheia de água do alto de um prédio. O líquido se movimenta de modo descontrolado."

Ingerir bebidas alcoólicas

De jeito nenhum. Ainda que não existam testes científicos a respeito para determinar em que quantidade o álcool é prejudicial, a gestante não deve beber. "Sabemos que ele faz mal para o bebê. Mas não faz sentido fazer pesquisas com mulheres grávidas, expondo-as a bebidas, para estudar a quantidade que faz mal nem os males que podem provocar na criança", diz Negrini.

Ir a shows de música e dançar

Essas diversões estão liberadas, desde que a futura mãe tenha o bom senso de saber seu limite para evitar dores e desconfortos para ela. Se sentir falta de ar, dor nas costas, nas pernas e nos pés, é melhor procurar algum lugar para se sentar e descansar. "O barulho e a agitação não fazem mal para o bebê, embora se saiba que, no ventre, as crianças ficam mais inquietas se expostas a músicas agitadas", afirma a enfermeira obstetra da USP.


12 de dez. de 2012

“Estou grávida e não sinto...”

Sintomas clássicos como enjoo, tontura e desejos estranhos no meio da madrugada não acontecem com você? Não se preocupe: a ausência desses sinais pode ser até algo positivo.



Se a barriguinha anda demorando a despontar ou se o problema é o bebê que não quer saber de dar os primeiros pontapés, relaxe. O atraso no aparecimento de algumas manifestações da gravidez e a ausência de certos sintomas típicos, como o enjoo, não significam, necessariamente, que algo não vá bem ou que você esteja “menos grávida”. Na verdade, ser poupada de alguns mal-estares gravídicos, além de uma bênção, pode ser até sinal de mais saúde.

A ginecologista e obstetra Marcia Andréa Puggesi Rubin, 39 anos, sabe, tanto por experiência própria quanto profissional, que uma mesma mulher pode vivenciar mais de uma gestação de diferentes maneiras. Mãe três vezes – de Matheus (14 anos), de Gabriel (9 anos) e do pequeno Rafael, de apenas 6 meses -, Marcia conta que, nas duas primeiras gestações, a falta de sintomas era quase que total. Já na última, a história foi bem diferente. “Talvez porque, nos dois primeiros filhos, eu trabalhasse muito e não tivesse tempo de observar o que acontecia. Mas, na gravidez do Rafael, eu havia decidido que teria um ritmo mais tranquilo. Assim, senti, por exemplo, uma sonolência tão forte que precisava dormir depois do almoço”, relembra a médica, que passou a repousar por pelo menos uma hora após a refeição todos os dias. Outras mudanças da última gravidez em relação às anteriores foram: desejo por comer uva, azia nos dois últimos meses e prisão de ventre, contornada com muita caminhada e ingestão de fibras.

Agora, veja quais são os sintomas mais comuns às gestantes, em que fase da gravidez costumam surgir e por que podem não se manifestar em alguns casos:


Fadiga e sonolência
Um cansaço maior e uma vontade irresistível de dormir podem surgir desde o início da gestação e permanecer até o final. Os fatores envolvidos são muitos, começando pelo aumento do hormônio progesterona no organismo, que causa relaxamento dos vasos sanguíneos e, consequentemente, uma baixa da pressão arterial na maioria das gestantes. Outro motivo para essa letargia pode ser a anemia dilucional, típica da gravidez, e é exatamente para preveni-la ou tratá-la que o médico que realiza o pré-natal geralmente prescreve a reposição do ferro. “Pacientes que engordam muito tendem a se sentir mais cansadas. Por isso, o ideal é ganhar, no máximo, de 10 a 12 quilos”, afirma Marcia Rubin. Mais uma vez, vale a regra: se no seu caso não há fadiga, significa que seu corpo vai muito bem, obrigada! 
Mamas que não crescem nem doem
 Algumas mulheres sentem os seios estufarem ao longo da gravidez e ficarem mais sensíveis. Com outras, o fenômeno ocorre apenas depois do parto. Ambas as situações são normais, a diferença é que em alguns casos a glândula mamária começa a se preparar para a amamentação antes do nascimento do bebê. Tem a ver com a quantidade de hormônios circulando no organismo e com a sensibilidade individual.
Desejos estranhos
 Para alguns, mera frescura. Para outros, uma vontade legítima de comer algo especial, talvez causada por uma carência nutricional ou pela gangorra hormonal da gravidez. A realidade é que não há respaldo científico para os desejos alimentares das futuras mamães. E nem todas elas os têm. Comprovado mesmo só existe um fato: nenhuma criança até hoje nasceu com cara de bombom ou de empada por falta de se conseguir esses quitutes no meio da madrugada...
Tontura e desmaios
Mais comuns no primeiro trimestre, essas duas manifestações podem perdurar por mais tempo, mas nunca são um bom sinal. “Tonteiras e desmaios normalmente são causados por pressão baixa ou hipoglicemia. Podem provocar quedas, que são potencialmente perigosas”, alerta Luiz Augusto Ferreira Santana, obstetra da Maternidade Leila Diniz, do Rio de Janeiro. Portanto, se você não os tem, parabéns! Possivelmente está se cuidando bem e se alimentando da maneira ideal.
Xixi a toda hora
 A micção frequente – ou, para usar o termo médico exato, polaciúria – é uma realidade cansativa para a maioria das gestantes. E olha que a danada costuma dar as caras lá pelo terceiro mês e só tende a piorar. O motivo é óbvio: quanto mais o útero cresce, mais ele comprime a bexiga, que cada vez consegue armazenar menos urina. Assim, o número de vezes que se urina por dia só aumenta com o passar dos meses. Desse mal você não tem sofrido? Comemore, pois seu caso é uma raridade. “Quando a mulher não tem esse sintoma, provavelmente é porque ela já tinha o hábito de ir mais vezes ao banheiro, então, não percebe nenhuma alteração em sua rotina”, analisa o médico Luiz Augusto Santana.
Intestino para lá de preguiçoso
Prisão de ventre é uma das queixas mais presentes nos consultórios de obstetrícia e pode perdurar os nove meses. A progesterona, mais uma vez, é a responsável pelo problema, já que causa uma diminuição da contração do intestino. “Se a grávida não sofre de constipação, certamente é porque está tomando iogurte, comendo mamão, bebendo suco de laranja. São exemplos de alimentos que melhoram o bolo fecal”, diz o obstetra Luiz Santana. Comer alimentos ricos em fibras e caminhar são medidas que ajudam no trânsito intestinal e, por tabela, colaboram para prevenir hemorroidas, outro mal comum na gravidez.
Azia
Diz a crença popular que quando o estômago da mãe dói, a criança nascerá cabeluda! Claro que não há nenhuma relação entre a azia que muitas grávidas sentem com a quantidade de fios na cabecinha do bebê. Mas que o incômodo pode ser bem desconfortável, ninguém duvida. Ele acontece por conta de uma maior produção de ácido clorídrico no estômago, necessário para metabolizar mais rapidamente os alimentos e assim atender adequadamente às necessidades do feto. Segundo Santana, as gestantes que felizmente não padecem de queimação estomacal são provavelmente dotadas de uma boa capacidade de impedir o refluxo do ácido do estômago para o esôfago. Elas são também privilegiadas, já que a pirose, como é chamado o sintoma, pode ocorrer em todas as fases da gravidez.
O bebê mexer
Sentir os movimentos do bebê talvez seja o momento mais esperado por quem carrega um filho na barriga. Parece até que as tais 22 semanas que o médico diz que são necessárias para começar a perceber o bebê se mexendo nunca passam! Imagine, então, quando essa data chega e nada do filhote dar seus chutes? Se isso está acontecendo com você, não vale pirar. O pré-natal estando em dia, basta ter mais um pouquinho de paciência. “Tem nenê que é mais preguiçoso, dorme muito, e é preciso que a mãe esteja muito atenta para perceber movimentos. E se tiver pouco líquido amniótico, o bebê mexe menos mesmo”, esclarece Luiz Santana.
Barriga discreta
Não adianta sonhar com um barrigão muito evidente se sua constituição física não favorece essa situação. “A grávida obesa quase não faz barriga, enquanto a miudinha forma uma barriga grande e pontuda desde o princípio da gestação”, exemplifica Marcia. “Fatores como o diâmetro e o formato da pelve da mulher e se ela tem ou não cintura larga também interferem em como a barriga vai aparecer”, complementa Santana. As mais ansiosas por desfilar a silhueta de grávida podem valorizar as curvas do ventre com batas e vestidos recortados sob o busto. O truque ajuda a marcar mais a barriguinha.

via bebê Abril









8 de dez. de 2012

DICAS PARA DORMIR MELHOR

Vira dali, ajeita daqui, escora com o travesseiro e nada de encontrar uma posição confortável para dormir! Confira as dicas para dormir bem.


Quanto mais a barriga cresce, maior a dificuldade para ter uma boa noite de descanso. Quando o nono mês se aproxima, até falta de ar aparece. “As alterações hormonais, metabólicas e posturais da gravidez provocam desconfortos. Conforme aumenta de tamanho, o útero também começa a comprimir o estômago, os vasos sanguíneos e o diafragma”, justifica o médico Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Os fatores que tiram o sono das gestantes são muitos, mas alguns truques ajudam a minimizá-los. Leia a seguir as dicas dos especialistas para dormir bem e levantar disposta na manhã seguinte.

1. Descanse mais durante o dia

“A qualidade do sono é um reflexo do que acontece durante o dia. Por exemplo, o inchaço e a dor nas pernas, que incomodam para dormir, podem estar presentes durante o dia, mas a grávida fica distraída com outras atividades e nem se dá conta deles. Quando relaxa para dormir, os incômodos sobressaem”, explica Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Por isso, a recomendação do seu obstetra para fazer um repouso de pelo menos duas horas por dia com as pernas elevadas também tem efeito no seu descanso noturno. Siga esse conselho à risca!

2. Sal e líquidos com moderação

Fazer as refeições com pouca quantidade de sal, por exemplo, é um cuidado que reduz o inchaço e melhora o conforto na hora de dormir. Outra precaução essencial para garantir um bom descanso noturno, principalmente no final da gestação, é não ingerir muito líquido antes de se deitar. Como o útero pressiona a bexiga, a vontade de urinar várias vezes ao longo da noite pode comprometer a qualidade do sono. Afinal, quanto menos você levantar para ir ao banheiro, melhor.

3. Nada de exageros alimentares

Você já sabe que precisa comer de forma fracionada ao longo do dia, mas, para dormir confortavelmente, é importante também não abusar de alguns alimentos no jantar. “É bom evitar chocolate, café e chá preto, que, além de provocar azia, são ricos em cafeína, que é um estimulante natural”, alerta o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, da Clínica FGO, de São Paulo. Outra recomendação é pegar leve em relação a alimentos muito gordurosos. “Na gravidez, a válvula entre o esôfago e o estômago fica mais frouxa, favorecendo o refluxo e o mal-estar quando há alimento sendo digerido. E a gordura demora muito nesse processo”, diz o médico Gustavo Kroger. Para completar, não jante em cima da hora de deitar. Dê um tempo para fazer a digestão.

4. Alongue-se

Segundo o obstetra Flávio Oliveira, apesar da sonolência diurna, típica do primeiro trimestre da gravidez, a insônia noturna costuma afetar muitas mulheres nessa fase. “A causa é desconhecida, mas acredita-se que a dificuldade para dormir tenha a ver com os hormônios”, diz o especialista. Faça alguns exercícios de alongamento antes de deitar, o que ajuda a relaxar e minimizar as dores nas costas. “O ideal é que, primeiramente, a gestante aprenda alguns exercícios básicos com um profissional. Depois, ela pode fazer isso sozinha”, orienta o médico Gustavo Kroger.

5. Calmantes naturais e muitos travesseiros

Beber uma xícara de um chá calmante, como o de erva-doce, um pouco antes de ir para a cama auxilia bastante no início da gravidez, quando a pressão do útero sobre a bexiga ainda é pequena e as idas ao banheiro não são tão frequentes. “Um copo de leite integral morno também funciona porque a bebida contém aminoácidos que auxiliam no sono”, sugere Oliveira. Já no final da gravidez, com a barriga grandona, travesseiros e almofadas próprias para gestantes, conhecidas como minhocões, caem bem. A posição mais recomendada pelos médicos é a decúbito lateral, ou seja, de lado. O motivo principal é garantir a melhor circulação sanguínea. “Aconselho que a paciente abrace um travesseiro, coloque outro embaixo da barriga, dois sob a cabeça e mais um no meio das pernas”, diz Oliveira. Parece um exagero, mas pode fazer toda a diferença! “Desse jeito, a grávida tem a sensação de dormir de bruços e consegue descansar melhor”, justifica o médico.

6. Banho morno

Quem não sabe que água quentinha ajuda a relaxar? Sim, o banho morno antes de ir dormir é muito eficiente para qualquer pessoa, mas na gravidez ele deve ser rápido. “O calor da água pode fazer a pressão arterial cair, o que não é bom”, explica o médico Flávio Oliveira. Aproveite o momento e deixe cair água sobre as costas. “As dores de coluna são comuns na gestação devido à ação hormonal e à mudança postural, e o banho ajuda a melhorar o incômodo”, afirma o obstetra Gustavo Kroger. Porém ele faz uma ressalva: “A temperatura não deve ser muito alta porque a grávida sente muitos calores e pode acabar se sentindo desconfortável ao deitar. Além disso, a água quente remove a gordura natural da pele, deixando-a mais sujeita a alergias e coceiras, que também incomodam”.

7. Suplementação de Ômega-3

“Alguns estudos mostraram que as grávidas apresentam uma redução do ácido ômega-3 no organismo. Entre as consequências dessa deficiência, está a dificuldade para dormir”, afirma Flávio Oliveira. Segundo ele, muitos obstetras já estão receitando para suas pacientes a suplementação de ômega-3 durante a gestação. “Essa medida é boa para a mulher e para o filho. O sono da grávida passa a ser muito mais tranquilo e seu bebê também dorme melhor após o nascimento”, complementa o especialista. Converse com o seu médico sobre essa possibilidade e garanta boas noites de sono para você e seu pequeno.
fonte:Bebê Abril

6 de dez. de 2012

Inchaço na gravidez é normal, mas evite



Em períodos de calor intenso, algo comum em se tratando de Brasil, as gestantes, especialmente as que estão no final do segundo trimestre, costumam reclamar muito que suas pernas estão mais pesadas, que aquela sandália confortável já aperta os pés e que os anéis e pulseiras já não entram mais.
O inchaço, chamado pelos médicos de edema, acomete principalmente os membros inferiores no início do sétimo mês de gestação. Isso acontece pela retenção de líquidos normal da gravidez e pelo útero, que, acompanhando o crescimento do bebê, começa a comprimir os vasos localizados na região pélvica (bacia), prejudicando o retorno do sangue que está nas pernas.
O sangue circula pelo corpo todo por vasos e é o coração quem bombeia esse sangue. Quando o sangue que está nos pés e pernas tenta retornar ao coração, encontra resistência, pois os vasos da região pélvica estão comprimidos pelo útero.
O excesso de líquido que estava no sangue, ao encontrar a resistência do retorno, extravasa pela parede dos vasos, causando o inchaço dos pés e pernas.
Sem pânico - Esse é um inchaço normal da gravidez e que as mamães podem ficar despreocupadas. Um trabalho de prevenção pode diminuir ou até nem deixar que o inchaço apareça.
O ideal é seguir algumas instruções antes mesmo de a mamãe engravidar. Excesso de peso facilita o aparecimento de inchaço, assim como o tabagismo e alimentação inadequada. Esse trio, aliás, prejudica o ser humano em todos os sentidos. Estar em forma com o peso e com a saúde tanto antes quanto durante a gestação são formas de evitar o inchaço.
Maneire no sal, mamãe - Para amenizar o problema do inchaço, a mulher deve reduzir o sal da alimentação. O sal é um dos fatores de retenção de líquido que leva a um maior inchaço. Fazer caminhadas ou hidroginástica com recomendação médica também ajudam a aliviar esse mal. O uso de meia elástica pode ajudar, mas são muito quentes para se usar no verão.
Normalmente, o inchaço aparece mais ao fim do dia, quando a mulher permaneceu muito tempo em pé ou sentada. A dica é elevar as pernas durante a noite. Coloque-as em cima de um banquinho levemente ou coloque um travesseiro embaixo do colchão para as pernas ficarem levemente erguidas. Isso ajuda no retorno do sangue e o sistema circulatório funciona melhor.
A mamãe deve ficar atenta se o inchaço for intenso, principalmente se afetar muito as mãos, braços e rosto, se o ganho de peso for grande, quando houver formigamento dos braços, limitação de movimentos dos dedos das mãos e dor na região da nuca.
Esses são sinais de problemas renais como diabetes gestacional ou pressão alta que podem aparecer isoladamente ou em conjunto. Essas alterações são perigosas para a mamãe e para o bebê.
Caso um médico não seja consultado e tomado os devidos cuidados, mãe e bebê correm risco de morte. A pressão alta pode levar a eclampsia (hipertensão e edema podendo ocorrer convulsão e coma).
Para finalizar, uma recomendação eterna do Guia do Bebê: faça um bom pré-natal, pois toda alteração pode ser percebida e corrigida a tempo de não prejudicar a saúde da mamãe e do bebê. Aproveite o calor sem inchaço!
Dicas
A mamãe deve beber bastante líquido, principalmente nos dias mais quentes. Ponha um travesseiro embaixo do colchão para as pernas ficarem levemente erguidas. Isso facilita na circulação do sangue.
Ficar durante muito tempo numa mesma posição pode aumentar o inchaço. O uso de meia elástica pode ajudar, mas são muito quentes para se usar no verão.
Mulheres que engravidam por métodos artificiais tendem mais a inchar devido ao uso de hormônios.

24 de nov. de 2012

Mulher fica mais vulnerável a gripes e resfriados durante a gravidez



Para que o sonho da maternidade seja realizado com segurança, a saúde deve sempre ser a prioridade para as mamães e para os bebês. A ginecologista e obstetra Regina Paula Ares explica que a gravidez traz ao corpo da mulher uma série de transformações fisiológicas, muitas delas com a finalidade de modificar a eficácia do sistema imunológico, para evitar que o organismo materno rejeite o bebê. No entanto, essa queda relativa da imunidade acaba aumentando a predisposição para resfriados e gripes.

Os sintomas são comuns: nariz congestionado, tosse seca ou com catarro de cor clara, corrimento nasal e até rouquidão. Mas com uma alimentação adequada e os cuidados com as mudanças bruscas de temperatura é possível melhorar a imunidade, evitando gripes e resfriados durante a gravidez. “Os sintomas iniciais são os mesmos de uma gripe comum. Porém, a ocorrência de catarro esverdeado ou amarelado, febre, mal-estar e dores no corpo é um sinal de alerta para procurar um médico. Além disso, é importante não confundir gripes e resfriados com estados alérgicos, muito comuns durante a gestação”, esclarece a médica.

Também é importante prevenir os estados gripais para que não se faça uso de medicamentos indevidamente ou sem prescrição médica durante a gravidez, protegendo o bebê. “O uso de antibióticos pode ser necessário, mas nunca sem o aval de um médico, pois infecções de qualquer natureza podem desencadear abortamento ou parto prematuro”, alerta. Ela diz ainda que, para as gestantes, os medicamentos homeopáticos estão entre os mais seguros e são grandes aliados na prevenção e alívio dos sintomas, mas sempre com a orientação de um médico.

Após o nascimento do bebê, é preciso dar continuidade à prevenção, porque a gripe também pode passar de mãe para filho já nos primeiros dias de vida da criança. “Recém-nascidos que frequentam berçários ou lugares fechados estão propensos a contaminação do vírus da gripe. E os sintomas são mais intensos, pois o bebê não está preparado, não entende o processo de obstrução nasal e respirar pela boca é um transtorno. Pode haver um aumento da frequência respiratória e o risco do contágio de um vírus respiratório, que leva o nome de bronquiolite”, explica pediatra Marcelo Caminha Garibe. Além disso, o bebê só pode tomar vacina a partir dos seis meses de vida, por isso a importância de prevenir doenças na mãe.

Segundo o pediatra, a partir dos três meses de vida, o bebê já pode utilizar medicamentos homeopáticos, que auxiliam na prevenção e no tratamento tanto em doenças crônicas como em doenças agudas, além de não apresentarem efeitos colaterais adversos. Outra dica para as mamães é deixar o bebê mamar no seio até os seis meses de idade. “O leite materno dá mais resistência às infecções respiratórias”, finaliza.

23 de nov. de 2012

Da alegria à depressão em minutos.


Uma das caractéristicas da gravidez é a alteração de humor. Entenda por que isso acontece e como encarar a situação.



A gravidez provoca mudanças físicas e emocionais na mulher. Umas podem ficar radiantes com a gestação, numa felicidade sem igual. Outras podem se tornar mais sensíveis. Qualquer coisa é motivo de choro. E há aquelas que ficam muito impacientes, nervosas e se irritam facilmente com qualquer coisa.
O doutor Pedro Awada, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Brasil, conta que a gravidez é uma verdadeira explosão hormonal, especialmente do meio para o final da gestação. Para lidar com a situação, o médico aconselha o marido e a família a darem bastante carinho e apoio para as mamães.

Uma hora a gestante está super bem e no minuto seguinte fica de mau humor. depois, chora,muitas vez sem saber por quê. A que se devem tantas alterações de humor na gravidez?
Na gravidez ocorre uma explosão hormonal que afeta por todo a gestante. O  humor fica bem lábil,fazendo que ela vá da alegria para a tristeza num piscar de olhos.
 
Em que fase da gravidez isso prevalece mais?
Varia muito de paciente, mas é mais comum nos segundo e terceiro trimestres. Depende também se ela tinha no passado fatores psicológicos alterados, como depressão.
 
A mulher que sofre alterações de humor na gestação poderá ter depressão pós-parto?
Toda a gestante está predisposta a depressão pós-parto. Devemos nos preocupar mais com as gestantes que já tiveram depressão ou que tenham  seu humor muito alterado durante a gestação.

É possível administrar essa explosão de sentimentos?
O apoio da família é fundamental, assim como um ambiente de trabalho saudável… Medicamentos só em casos graves.
 
Como o marido e a família podem lidar com a gestante nesta fase para tentar ajudá-la?
A família deve poupar a gestante de aborrecimentos e compreender suas necessidades e dificuldades com as transformações corporais dando um suporte e evitando criticas.

19 de nov. de 2012

Álcool na gravidez pode reduzir o QI do bebê.

Estudo reforça a necessidade de evitar até a ingestão moderada do álcool durante os nove meses!


Pesquisadores das universidades de Oxford e Bristol analisaram o QI de 4 mil crianças, assim como a ingestão de álcool de suas respectivas mães durante a gravidez, e descobriram que o consumo moderado de bebidas alcoólicas, de uma a seis unidades por semana, durante a gestação pode afetar os níveis de QI. 

De acordo com os dados publicados pela BBC, os especialistas afirmaram que o efeito negativo pode ser considerado pequeno, mas que, mesmo assim, reforça a necessidade de evitar o álcool durante os nove meses da gestação. 

Estudos anteriores chegaram a resultados inconsistentes sobre até que ponto o consumo de bebidas alcoólicas poderia afetar a gravidez, principalmente porque é difícil separar esse e outros fatores que podem causar consequências.

No entanto, essa nova pesquisa, publicada no jornal PLOS One, mostra que quatro variações genéticas nos genes das crianças e suas mães estavam fortemente relacionadas a QIs menores aos 8 anos de idade. Em média, essas crianças apresentaram dois pontos a menos por cada modificação genética.

Os pesquisadores disseram que esses efeitos ainda não podem ser totalmente provados. Mas os resultados do estudo sugeriram que é a exposição ao álcool durante a gravidez o fator responsável pelas diferenças nos QIs das crianças. 

"A mulher pode decidir se quer ou não beber durante a gravidez, mas estamos proporcionando a evidência. Eu recomendaria evitar o álcool, por que arriscar?", questionou o pesquisador Ron Gray.