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14 de mar. de 2013

5 dicas para escolher uma calça jeans na gravidez


Acredite: você vai precisar de um jeans novo para a sua gravidez. Por isso é importante escolher o Jeans que valoriza o visual. Veja algumas dicas:

1. Escolha um modelo misturado com stretch ou malha para ficar mais confortável.

2. Veja se a cintura tem ajustes laterais que vão se moldando ao corpo à medida que a barriga cresce.

3. Outra opção é o jeans com “barrigueira”: a calça tem a cintura baixa e uma malha alta costurada ao cós dá sustentação à barriga.

4. Compre Calça Legging que possui elastano, oferecendo um caimento acentuado e macio ao corpo.

5. O jeans azul-escuro é mais elegante e chama a atenção para a sua barriga.


Fonte: Luisa Matsumoto, personal stylist (SP)

Todos os modelos apresentados aqui você encontra na Loja Virtual  
Be Mammy Moda Gestante.


12 de jan. de 2013

ORGANIZE AS FINANÇAS PARA A CHEGADA DO BEBÊ.



Ter um filho é um objetivo almejado por muitas mulheres, porém para que esse momento não perca todo seu encanto e se transforme em um “pesadelo” para o bolso, é essencial que os futuros pais se organizem e se planejem financeiramente.
Segundo a coordenadora do Invest mania, Aline Rabelo, é imprescindível a realização de aportes mensais neste investimento e muita disciplina para não gastar as economias em outros fins.
Ao receber a notícia tão esperada, as mamães de primeira viagem devem começar a se preocupar com as lembrancinhas e com o enxoval, mas sem pressa ou impulso consumista. É importante não comprometer o orçamento doméstico para ter uma nova fase mais tranquila.
Dicas da coordenadora:
- Esqueça o cartão de crédito e o cheque especial;
- Refaça seu orçamento doméstico e comece a separar uma quantia mensal para as novas despesas envolvidas com a chegada do bebê.
Aline também dá algumas dicas práticas às mamães para que todos rituais desta fase possam ser cumpridos sem prejuízo às finanças pessoais:
Preparando o enxoval
Com as emoções à flor da pele, é muito fácil se apaixonar pela infinita quantidade de modelos de roupinhas de bebê disponíveis no comércio, mas pode ser bastante perigoso para as contas adquirir tudo o que vê pela frente.
- Não vá às lojas com muita frequência e, quando passear no shopping, compre somente o necessário;
- Antes de levar uma peça para casa, fique atenta à estação do ano em que o filho nascerá (aquela manta tão linda não vai ser usada no verão!);
- Lembre-se de que os recém-nascidos crescem rapidamente e perdem as roupinhas com bastante facilidade, portanto, qualidade e funcionalidade em detrimento à quantidade.
Chá de bebê
Convide os amigos e solicite fraldas e itens de primeira necessidade, como os de higiene. Ter bom estoque destes produtos é bem saudável para as finanças nos primeiros meses de vida do bebê, quando o consumo é bastante elevado.
Nasceu! E as lembrancinhas?
Procure investir em recordações mais simples e customizadas. Se preferir, personalize com calma durante os nove meses de gestação. Certamente, elas terão um valor emocional bem maior.
“Com as contas em dia, com certeza a mamãe vai ter mais tempo para curtir o seu bebê. E para aquelas que ainda estão cogitando a ideia de ser mãe, começar a poupar é o primeiro passo para a concretização do sonho no futuro”, finaliza Aline.

7 de jan. de 2013

Prepare o corpo e organize sua vida para engravidar em 2013.


Se engravidar está nos planos para 2013, o ideal, antes de abrir mão do método contraceptivo, é que a futura mãe verifique seu estado de saúde, reveja seu estilo de vida e com seu parceiro organize a vida financeira da família. Medidas simples que podem tornar mais tranquila a chegada do tão desejado filho.
"Costumo dizer que o pré-natal deve começar antes mesmo de a mulher engravidar, com a consulta pré-concepcional", afirma a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama.
Nesse encontro com o especialista escolhido para acompanhar a gestação, o ideal é que o casal vá junto, pois ele servirá para conhecer o histórico de saúde dos futuros pais. "A intenção é saber sobre doenças preexistentes em ambas as famílias dos parceiros e deles próprios, bem como investigar hábitos, como alimentação, consumo de álcool, drogas, cigarro, ritmo de trabalho, prática de atividade física... Tudo isso precisa ser conhecido pelo obstetra para um melhor cuidado com a gestante e o bebê.
Segundo Bárbara, ainda faz parte desse encontro uma avaliação física completa da mulher –com aferição de pressão arterial, verificação de pulmão, de coração e de abdome e exame ginecológico. A candidata à mãe é pesada e tem sua altura medida para que se calcule seu IMC (Índice de Massa Corporal), que tem como valor ideal até 25 (kg/m2).

Tempo de investigar

Para detalhar ainda mais o estado de saúde da mulher, ela sairá do consultório médico com uma série de pedidos de exames laboratoriais e de imagem. Problemas como colesterol e triglicérides altos, diabetes e hipertensão não costumam ser impeditivos para a gestação, segundo Mariana Lautenschlager, especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), embora requeiram um acompanhamento mais cuidadoso. "Mas será preciso controlar a questão antes de engravidar, tanto para melhorar a fertilidade como para que a mulher tenha uma gestação mais tranquila e um bebê saudável", declara a médica.
Mariana diz que os exames também servem para detectar doenças infecciosas que podem afetar a saúde da mãe e do bebê. As principais moléstias investigadas são toxoplasmose (infecção causada por protozoário comumente eliminado nas fezes de gatos), citomegalovírus (pertencente à família do herpes vírus), rubéola, catapora, HIV, hepatites B e C e sífilis. "As reações sorológicas devem ser realizadas antes de se tentar engravidar."
De acordo com a especialista, a mulher terá de fazer um hemograma completo para descobrir, entre outras coisas, se tem anemia e em que grau, exames parasitológico de fezes e de urina (infecção urinária pode provocar aborto e óbito fetal) e ultrassonografia pélvica.
Para que a avaliação seja completa, o ideal é que o check-up anual da futura mãe esteja em dia. "O papanicolau e a ultrassonografia de mamas e/ou mamografia devem ter sido realizados há menos de um ano", afirma a ginecologista e obstetra Mariana.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Segundo Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), o ideal é que os futuros pais, antes mesmo da concretização da gravidez, comecem a poupar um terço da renda da família para se prepararem para os gastos extras relacionados à chegada do bebê.

"Os gastos com uma boa assistência médica e hospitalar, a mobília do quarto do bebê e o enxoval da criança têm de estar no orçamento familiar", afirma.

De acordo com Domingos, esse planejamento deve abranger o primeiro ano de vida da criança. "Com quem ela irá ficar quando a mãe voltar a trabalhar: com a avó, com babá ou em uma creche? Tudo isso deve ser planejado para ser incluído nessa poupança", diz.

Hábitos saudáveis

Na consulta pré-concepcional, o médico também deverá orientar a mulher sobre a importância de adotar hábitos saudáveis. "A paciente precisa ter uma dieta adequada e saber sobre o risco do consumo de álcool e do fumo, que é prejudicial inclusive passivamente. Ou seja, se o parceiro fuma, é preciso estimulá-lo a parar. O mesmo vale para uso de droga", fala Mariana Lautenschlager.
A mulher que não se exercita precisa ser estimulada a começar uma atividade física. "A gestante deve praticar exercícios durante a gravidez, mas o melhor é que continue o que já fazia nos três meses anteriores à gestação", diz Mariana.
A especialista declara que, nessa fase de planejamento, é interessante que a futura mãe busque uma modalidade que a agrade e que seja possível de ser praticada durante a gravidez, se não houver restrição médica.

Vitamina

A mulher que deseja engravidar deve estar ciente da importância da suplementação com ácido fólico –uma vitamina do complexo B–, que é recomendada ser tomada durante três meses antes da concepção (seu efeito no organismo dura cerca de um ano). Mas nada de usar o medicamento sem prescrição médica, afirma Aarão Mendes Pinto Neto, chefe do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. "Essa suplementação deve ser estendida durante o primeiro trimestre da gestação, com o objetivo de prevenir alterações no tubo neural do bebê (que é o sistema nervoso primitivo do feto)."

Sinal verde

Com os resultados dos exames em ordem, a mulher está liberada para abandonar seu método contraceptivo. "Recomenda-se que o casal tenha o maior número de relações sexuais possíveis dentro de sua rotina sem se preocupar, em um primeiro momento, com ciclo menstrual, ovulação. Quanto mais relações tiverem, mais chances terão de engravidar", afirma a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama.

Ao contrário do que se pensa comumente, o uso prolongado de anticoncepcionais não fará com que a gravidez demore mais a acontecer. De acordo com os especialistas, tão logo a medicação é suspensa, a fertilidade volta ao seu estágio natural.
Segundo Aarão Mendes Pinto Neto, um casal só é considerado infértil após 12 meses de tentativas de engravidar sem sucesso. "Nesse caso, uma nova avaliação e investigação do casal se fazem necessárias."



20 de dez. de 2012

Cesárea: algumas informações que são importantes!




"13 coisas sobre cesárea que ninguém contou para você
Apesar de o parto normal ser a melhor opção para o bebê nascer, há mulheres que, pelo bem da sua saúde e a do filho, têm de fazer uma cesárea. Por ser uma cirurgia, esse tipo de parto tem algumas particularidades. Saiba quais são elas para não se assustar na hora – e nem depois. 

1. De olhos bem abertos 
Se você acha que vai dormir por causa da anestesia, está enganada! Não são usados sedativos durante o parto cesárea, porque, se a mãe é sedada, o bebê também é. Você estará consciente o tempo todo (até para ver o rostinho do seu filho pela primeira vez), mas não vai sentir dor. 

2. Vão colocar uma sonda em você... 
...mas não se preocupe! É logo depois da anestesia, então não vai sentir nada. Ela é necessária para esvaziar a bexiga, já que você vai passar algum tempo deitada durante e após a cirurgia. 

3. Puxa-empurra durante o parto 
A anestesia vai fazer com que você não sinta dor, mas, como ela não é geral e não tem sedativos, você pode ter algumas sensações. Na hora em que o bebê vai nascer, o médico faz força para posicioná-lo e ajudá-lo a sair e você pode sentir umas mexidas. Mas nada de dor! 

4. Você pode ficar enjoada 
Como você vai ficar deitada, a barriga pode comprimir a veia cava e causar náuseas e queda de pressão. Os analgésicos também podem ter esses efeitos. Sentiu-se mal? Avise o anestesista. Ele vai pegar uma veia sua antes da cirurgia e é por ali que vão entrar os medicamentos necessários para corrigir qualquer alteração no seu metabolismo. O mal-estar pode surgir também depois do parto. 

5. Tem algo queimando aqui? 
Se você sentir um cheiro de queimado, não se assuste: é o bisturi elétrico. Ele é usado em quase todas as cirurgias e o odor é por conta da cauterização dos tecidos. 

6. Será que fiquei com as pernas abertas? 
Antes da anestesia, você fica com as pernas abertas para que logo depois seja colocada a sonda. Como o cérebro decora a última sensação antes da anestesia, pode parecer que as suas pernas continuam abertas durante a cirurgia. Mas é só uma impressão, porque assim que a sonda está no lugar certo, os auxiliares fecham as pernas da paciente. 

7. Leve tremedeira 
Pode ser nervoso, frio ou até efeito da anestesia (que causa perda de calor), mas o fato é que você pode tremer quando sair da sala de cirurgia. Os médicos sabem disso e, por isso, sempre colocam uma coberta antes da paciente ir para sala de recuperação. Fique tranquila, porque passa rápido! 

9. Coceira no nariz A morfina usada na anestesia pode provocar uma coceira no corpo e no rosto, mas isso é normal e passa em 24h. Se for muito intensa, o seu médico pode receitar medicações adequadas para cessar o desconforto. 

10. Inchaço nos pés e nas mãos 
Com o acúmulo de líquidos que acontece no seu organismo durante a gestação, é normal que você fique inchada nos primeiros dias depois do parto, principalmente nos pés e nas mãos. Apesar de ocorrer também em quem teve parto normal, é mais frequente nas mulheres que tiveram parto cesárea, porque a grávida fica mais imobilizada depois da cirurgia. Depois de uma semana, você começa a desinchar, mas repouso e drenagem linfática podem ajudar. 

11. Sua pressão pode cair ao se levantar 
O jejum, as horas deitadas e os efeitos dos medicamentos podem fazer você ficar tonta na primeira vez que se levantar depois do parto. O ideal é ficar sentada na cama de 10 a 15 minutos antes e ter a ajuda de uma enfermeira nesse momento. 

12. Mais remédios 
Para controlar a dor e melhorar a sua recuperação, você vai continuar tomando alguns medicamentos em casa, como analgésicos e antiinflamatórios, por até sete dias. Mesmo assim, durante um mês, é normal sentir fisgadas ou dores no local da cirurgia de vez em quando. 

13. Um passo de cada vez Lembre-se de que você acabou de passar por uma cirurgia, então é preciso tomar cuidado com movimentos bruscos. Não há problema em fazer caminhadas e atividades normais da casa, mas nem pense em abaixar e pegar peso. E dirigir... somente após 20 dias do parto. Se você pratica exercícios mais localizados, volte aos poucos e só depois de dois meses.



"12 coisas que você precisa saber sobre a cicatrização da Cesárea
Quanto tempo leva para a barriga cicatrizar após uma cesárea? O que fazer se a região inflamar? Quais devem ser os cuidados necessários no pós-operatório? Posso tomar sol? O atrito da roupa pode prejudicar durante o período de cicatrização? Quem responde estas e outras dúvidas tão comuns entre as gestantes é o doutor Bernardo Hochman, Cirurgião plástico especialista em tratamento de cicatrizes e quelóides, chefe do setor de Orientação em Cicatrização da Disciplina de Cirurgia Plástica da UNIFESP e Professor Orientador do Programa de Orientação de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

1 - Quais as principais complicações estéticas que uma cicatriz de cesárea pode apresentar? Em quanto tempo ocorre a cicatrização de uma cesárea?
“A cicatrização da pele de uma cesárea ocorre entre 10 a 14 dias; entretanto, o processo de amadurecimento da cicatriz, ou seja, de atingir seu aspecto final e sua resistência a trações se prolonga por um período de 12 a 18 meses. As complicações de uma cesárea podem surgir por esforços físicos precoces das mamães, levando a aberturas parciais (ou até total) da cicatriz (chamada de deiscência dos pontos).
Essas aberturas, se não corrigidas, geralmente resultam em defeitos estéticos como retrações cicatriciais (afundamentos localizados), que podem até causar dor em certos movimentos pela aderência (fibrose) da cicatriz cutânea nos músculos, e também podem deixar as cicatrizes mais alargadas. Essas aberturas ou esforços musculares precoces e excessivos também podem facilitar que a cicatriz da cesárea torne-se do tipo hipertrófica ou até com quelóide (que serão explicadas mais adiante)”.

2 - A cicatriz pode inflamar? O que ocasiona essa inflamação?
“Qualquer cicatriz pode inflamar, inclusive de cesárea. Os fatores que podem levar a uma inflamação na cicatriz são “encravamento” de pêlos na cicatriz em formação (principalmente os pubianos no caso de cesáreas), reação inflamatória ao fio de sutura e esforços físicos precoces”.  

3 – O que é cicatriz hipertrófica?
“É uma cicatriz elevada decorrente de uma resposta cicatricial exagerada da pele a uma intervenção cirúrgica ou ferimento. Essa cicatriz não ultrapassa o trajeto ou a extensão da incisão ou ferimento inicial. Apresenta tendência à regressão. A cicatriz hipertrófica é sobrelevada em relação à pele, avermelhada e usualmente com coceira espontânea.
A freqüência de cicatriz hipertrófica é, provavelmente, maior que do quelóide. A cicatriz hipertrófica pode ocorrer em qualquer idade, mas tende a se desenvolver mais freqüentemente na puberdade e adultos jovens, sendo mais rara em pessoas acima dos 60 anos de idade”.

4 - O que é o quelóide e quando acontece?
“O quelóide é uma cicatriz espessa, elevada e de superfície lisa que ocorre somente na pele (e apenas em humanos). Se estende para os lados em relação à incisão cirúrgica ou ferimento inicial, formando verdadeiras nodulações na cicatriz.  O quelóide ocorre em ambos os gêneros, embora com discreta predominância em mulheres.
É mais comum em pessoas afro-descendentes (incluindo pardos ou mulatos) e em pessoas de origem oriental, embora também ocorra em pessoas brancas. Não existe quelóide espontâneo, e as lesões sem causa aparente são provocadas por ferimentos minúsculos não percebidos pelo paciente como pequenas espinhas; cicatrizes de catapora, furúnculos, feridas aberta que cicatrizaram sem que houvesse sutura, ou com infecção, também são causas comuns de quelóide”.

5 - O atrito promovido pela roupa pode prejudicar a cicatriz?
“Sim, o atrito pode prejudicar uma cicatriz pela inflamação crônica que causa, e conforme a sensibilidade pessoal da pele. Esse fator inflamatório é agravado por roupas de tecido sintético como a base de poliéster ou microfibra, mas pode facilmente ser prevenido utilizando vestimentas de algodão ou linho. Em cicatrizes mais recentes de cesárea o uso de calcinhas de algodão torna-se obrigatório em todas as mulheres”.

6 - Caso a cicatriz apresente problemas o que a paciente deve fazer?
“Na presença ou mesmo suspeita de que há algo errado na cicatriz você deve imediatamente procurar seu cirurgião, pois é o profissional mais apto a lhe ajudar e porque mais conhece você. No período pós-operatório mais recente (cerca de 15 dias), os sinais mais freqüentes que podem levantar suspeita são vermelhidão súbita na cicatriz ou na pele ao redor, com ou sem aumento da temperatura local, presença de gotas de qualquer tipo de líquido ou secreção saindo pela cicatriz, abertura de ponto(s) de sutura(s) ou parada de saída de liquido através de drenos quando houver.
Os sintomas mais freqüentes são dor e/ou coceira excessiva. Mais tardiamente, a partir de 1 mês, você deve-se ficar mais atento a uma vermelhidão persistente da cicatriz, aumento do relevo da mesma, endurecimento do tecido embaixo da cicatriz (fibrose subcutânea), além de coceira persistente. As ocorrências desses fatores podem predizer a evolução para uma cicatriz hipertrófica ou eventualmente até quelóide. Fique atenta”.

7- Quais os tratamentos disponíveis para tratar cicatrizes?
“Como o mecanismo biológico que causa a formação de cicatrizes hipertróficas e quelóide ainda não está completamente esclarecido, os tratamentos ainda não são totalmente específicos. Ao contrário do quelóide onde o tratamento cirúrgico, sempre que possível, é a opção mais indicada, nas cicatrizes hipertróficas a retirada cirúrgica não é a primeira opção.
E, para isso, dispõe-se de recursos, além dos tradicionais métodos de compressão elástica contínua por um período de 10 a 16 horas por dia por determinado tempo. O quelóide que está em fase de atividade clínica, ou seja, quando se apresenta avermelhado, com coceira e/ou dor, e/ou crescimento não deve ser operado. Nessa situação, a probabilidade da formação de um novo quelóide é muito alta, mesmo quando realizados outros tratamentos complementares à operação.
Por isso, é mais conveniente aguardar uma fase de menor atividade ou de inatividade clínica para retirá-lo, ou seja, quando a lesão parar de crescer e não apresentar coceira ou dor. Para isso, orientamos o paciente a utilizar medidas para amenizar o desconforto, como aplicação de corticóide ou compressão elástica. Contudo, atualmente dispomos de outros recursos tecnológicos para encurtar a fase de atividade clínica, como laser de baixa potência ou eletroterapia, dentre outros, para o tratamento cirúrgico ter mais chance de ser bem sucedido”.

8 - As pomadas com corticóide são usadas com muita frequência.  Existem contra-indicações?
“As pomadas com corticóide (antinflamatório esteróide) já foram muito utilizadas. Porém, esse tipo de pomada pode não diminuir a espessura da cicatriz e causar um afinamento da superfície (epiderme) da cicatriz hipertrófica e do quelóide; com isso, após um período de uso superior a 1 mês, as cicatrizes costumam ficar muito avermelhadas e com a presença de pequenas e inestéticas veias (“vasinhos”).
Atualmente, como fruto das intensas pesquisas científicas e com o advento de novos recursos, deixou-se a pomada com corticóide como uma 2ª opção, apenas para os casos com intensa coceira, ou quando não for possível utilizar outro tipo de tratamento”.

9 - Muitos médicos recomendam o uso de uma fita de silicone para evitar problemas com a cicatriz. Como esse tipo de material pode colaborar no tratamento?
“Independente de todos os tipos de tratamento para cicatrizes hipertróficas e quelóide, a fita de silicone deve ser aplicada, via de regra, nessas cicatrizes, e por isso é tão recomendada por muitos médicos. A oleosidade natural da pele, fabricada por glândulas sebáceas, é responsável, dentre outras funções, pela manutenção da hidratação da pele (chamada barreira cutânea ou epidérmica).
As cicatrizes não possuem glândulas sebáceas, ou seja, são secas na sua superfície, independente do grau de oleosidade da pele ao redor. E, assim sendo, a água evapora continuamente através da cicatriz desidratando ainda mais o seu interior. Para que exista maior aporte de água na cicatriz ocorre uma dilatação dos vasos sanguíneos locais; contudo, essa água também evapora pela ausência da camada oleosa, e a cicatriz permanece desidratada, avermelhada e, portanto, inflamada, além de inestética.
Por isso, é essencial a utilização de fitas ou lâminas de silicone sobre essas cicatrizes, mantendo um nível contínuo e mais adequado de hidratação das mesmas. Entretanto, a utilização de fitas de silicone não deveria ser restringida apenas ao tratamento de cicatrizes patológicas, mas também na prevenção de quelóide após remoção cirúrgica. A fita de silicone também deve ser aplicada em qualquer cicatriz, inclusive normal, oriunda de qualquer tipo de intervenção cirúrgica. Com esse recurso, mesmo cicatrizes normais teriam seu período de avermelhamento encurtado, e a qualidade final da cicatriz seria muito melhor”.

10 - Por quanto tempo a paciente deve utilizar essa fita?
“O tempo de uso até o resultado varia de acordo com o tipo e idade da cicatriz. No quelóide e em cicatrizes hipertróficas a fita de silicone deve ser utilizada por um período longo, de muitos meses ou anos, conforme indicação do médico.
Em cicatrizes normais as fitas deveriam ser utilizadas a partir do 1º ou 2º mês pós-operatório, ou a critério médico, e pelo menos até o amadurecimento final da cicatriz, que ocorre em média entre 12 a 18 meses após a operação, ou conforme indicação médica. Uma fita de silicone Medgel deve ser utilizada entre 10 a 16 horas/dia, ou conforme indicação médica. A fita não incomoda e pode ser reutilizada após lavagem, devendo serdiariamente higienizada conforme orientações do fabricante”.

11- Exposição ao sol pode piorar o aspecto da cicatriz?
“A irradiação ultravioleta do sol é um agente fortemente agressivo à pele e pode acarretar transtornos durante o processo de cicatrização. Por isso, não se deve submeter a pele ao sol antes de uma intervenção cirúrgica.  
Essa irradiação também agride uma cicatriz, podendo predispô-la mais comumente a uma pigmentação (cicatrizes escuras), ou a uma despigmentação (cicatriz mais clara que a pele, principalmente em afro-descendentes), podendo desencadear cicatrizes hipertróficas quando há excessiva exposição dos raios solares”.

12- A cicatriz não desaparece, mas existem pessoas que apresentam marcas menos aparentes. Por que isso acontece?
As cicatrizes são menos aparentes em regiões de pele mais fina (face e pálpebras), em regiões de pele submetidas à menor tração por contração muscular (face de dentro dos braços, nádegas), em pessoas com menor oleosidade na pele e em pessoas idosas (a pele é mais fina e ressecada).

11 de dez. de 2012

Livre-se das manchas no rosto da gravidez



Ainda não existe cura para as tais marcas, conhecidas como melasma. Mas, é possível prevenir e atenuar o problema que tanto incomoda as gestantes
As alterações hormonais relacionadas à gravidez e ao desenvolvimento do bebê são as mesmas que provocam efeitos indesejáveis, como o aparecimento ou agravamento de manchas marrons em vários pontos da face – o melasma que, durante esse período, recebe o nome de cloasma gravídico. Ainda não são totalmente conhecidos os mecanismos de surgimento da lesão, tampouco o conjunto de hormônios envolvidos. A única certeza é a da participação do estrogênio e da progesterona, além da desconfiança da atuação do hormônio melanotrófico, que age na liberação de melanina, uma proteína que confere cor à pele. “Os hormônios femininos têm ação direta na pigmentação cutânea”, afirma a dermatologista Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Na gravidez, esse processo fica bastante evidente. Basta notar o escurecimento da linha alba, aquela linha vertical bem no meio do abdômen, que escurece e se torna a linha nigra. Do mesmo modo, ficam mais escuros os grandes lábios vaginais, a aréola mamária, as regiões da virilha, axilas e até as pintas espalhadas pelo corpo”. Então, o problema tanto pode aparecer pela primeira vez numa gravidez como ser desencadeado muito tempo antes dela, pela ação dos hormônios presentes nas pílulas anticoncepcionais. A SBD alerta que, apesar de se tratar de uma alteração benigna, sem risco de complicações, o problema traz um impacto psicossocial muito importante na qualidade de vida das mulheres.

Embora o problema tenha muitas causas ainda desconhecidas – não se sabe, por exemplo, se há fatores genéticos e hereditários envolvidos – o sol e o calor são os principais aliados dos hormônios nesse processo. “De tudo o que se sabe com certeza é que a lesão aparece, reaparece ou se intensifica com a exposição aos raios solares ou em ambientes muito quentes”, explica a dermatologista Meire Brasil Parada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, as manchas podem ser mais superficiais ou profundas. Quanto mais externas, mais fácil de clarear.

As alterações hormonais persistem por um período de quatro a seis meses após o término da gravidez. Assim a hiperpigmentação tende a diminuir gradualmente após o parto, principalmente e mais rapidamente com o uso de fotoproteção constante. Entretanto, isso não significa que o melasma irá desaparecer.

Como infelizmente ainda não há cura para o problema, o melhor a fazer é prevenir o seu aparecimento – leia-se a total proteção contra os raios solares com o uso de bloqueadores, bonés e viseiras, além de evitar, o máximo possível, a exposição ao sol, principalmente entre as 10 e as 15 horas, no horário normal e entre as 11 e 16 horas, no esquema de verão. Alessandra Bisi, dermatologista do Prontobaby Hospital da Criança, do Rio de Janeiro, lembra que, durante a gravidez, as mulheres podem ainda utilizar loções faciais contendo vitamina C a 10%, desde que prescritas pelo médico. "Devem ser usadas duas vezes ao dia, mas é necessário manter o uso do protetor solar".

Meire Brasil lembra que, quanto maior o fator protetor do filtro solar (FPS), melhor – no mínimo 30. Ela recomenda o uso de bloqueadores com cor, semelhantes a uma base para maquiagem. “Eles são mais eficazes porque a base e o bloqueador formam uma dupla barreira física contra os raios ultravioleta”, diz.

E aplicar o protetor uma vez por dia não garante nenhuma proteção. O correto, conforme a especialista da Unifesp, é lavar o rosto e espalhar uma camada assim que levantar da cama pela manhã. E a cada duas horas, lavar o rosto ou limpá-lo com loção de limpeza ou demaliquante e reaplicar o filtro solar. “Só respeitando a frequência de aplicação a cada duas horas é que se pode dizer que há proteção”, avisa. Ela ressalta ainda que não basta aplicar uma camada leve. São necessárias quantidades generosas no rosto todo. A recomendação é de dois milímetros cúbicos, ou seja, uma colher de café cheia do produto.

Depois que o melasma aparece, não tem mais jeito de acabar com ele para sempre. Mas, existem tratamentos capazes de atenuá-lo, evitando que as manchas se intensifiquem. “Além da proteção contra os raios ultravioleta, existem medicamentos que podem ser prescritos pelo especialista, como o ácido azelaico, a vitamina C tópica, alfa e beta hidroxiácidos e os ácidos retinóico, fítico e lático. Como alguns desses medicamentos não devem ser usados por gestantes, esta é mais uma razão para não se automedicar”, alerta Leandra.

Segundo ela ressalta, o único procedimento que a gestante pode e deve fazer em casa para evitar a piora da situação é a fotoproteção. Para controlar o problema, é preciso sempre procurar um dermatologista para o diagnóstico correto e condução do melhor tratamento para cada caso.

Os dermatologistas são unânimes ao afirmar que nem todas as mulheres respondem de maneira idêntica aos tratamentos para amenizar o melasma. “Em geral, o tratamento é muito difícil e, não raro, frustrante, tanto para o médico, quanto para o paciente”, enfatiza Leandra Metsavaht, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.  “Estudos mostram que algumas combinações de medicamentos são mais eficazes do que os medicamentos isolados. Porém, algumas pacientes ficam com a pele extremamente sensível e isso deve ser avaliado caso a caso”, diz. O mais importante é que quem tem melasma deve ter em mente que não existe milagre e nem cura. “Uma vez com melasma, sempre com melasma. E quanto mais vermelha e sensível aos raios ultravioleta estiver a pele, pior ficará o aspecto do melasma.

Como tratar? 
Segundo a dermatologista Tatiana Jerez Jaime, da Clínica Denise Steiner, em São Paulo, em muitos casos o melasma gravídico pode desaparecer após o parto. “Em 30% das mulheres, as manchas se mantêm após o período gestacional, mas é importante que elas tenham em mente que uma pele que apresenta melasma deverá ser cuidada pelo resto da vida. As manchas podem desaparecer com o tratamento, porém qualquer exposição ao sol, mesmo que mínima, pode fazer a mancha reaparecer”, destaca.

Conforme a especialista, existem diversos produtos e tratamentos para o melasma. Na maioria das vezes, em busca de melhores resultados, o dermatologista combina estes tratamentos. Conheça os principais:

Ácidos – são, na sua maioria, produtos considerados medicamentos e, por isso, vendidos em farmácias, na forma de creme, loção, gel, serum. Em geral, são produtos para uso noturno, devendo ser removidos pela manhã. Sua função é promover a renovação celular e estimular a formação de colágeno, além de facilitar a penetração, através da pele, de outros agentes com funções clareadoras. Devem sempre ser prescritos por um dermatologista, que explicará a forma correta de uso. Quando mal usados, podem levar a irritações da pele e com isso piorar as manchas. Os ácidos mais usados são o retinóico ou tretinoína, o glicólico, o azelaico e adapaleno. O único ácido que, comprovadamente, pode ser usado no período da gestação e aleitamento é o ácido azelaico.

Clareadores – Em sua maioria, são considerados produtos cosméticos. Nessa categoria estão o arbutin, o ácido kojico, a vitamina C ou ácido ascórbico, o melawhite e skin whitening complex. Há ainda o hidroquinona, um despigmentante mais potente e considerado medicamento. Estes ativos podem ser usados em produtos combinados com os ácidos para aplicação noturna ou em produtos clareadores para serem aplicado de dia. “O uso dos clareadores é sempre recomendado no tratamento do melasma. Alguns deles podem ser usados durante a gestação e o aleitamento, como a vitamina C. Porém a hidroquinona é proibida neste período”, destaca Tatiana. A resposta ao tratamento com produtos tópicos é lenta e gradual. Alguns casos apresentam melhora significativa após um mês de uso dos produtos, outros precisam de até 3 meses para que os resultados sejam visíveis. O importante, segundo ela, é não esperar resultados milagrosos e rápidos, mas insistir no tratamento. Já os recursos domiciliares, contínuos e prolongados, com ácidos e clareadores, são considerados os melhores tratamentos para o melasma desde que, óbvio, sempre aliado à proteção solar.

Proteção solar – Os filtros solares são fundamentais no tratamento do melasma. Um único dia de descuido pode colocar a perder os resultados obtidos com meses de uso de produtos clareadores. Hoje em dia os especialistas dão preferência aos filtros que contenham cor de base por serem mais efetivos na proteção contra a luz visível, aquela emitida pelas lâmpadas e refletores. Os filtros brancos, por mais alto que seja seu FPS, só protegem dos raios ultravioleta do sol. No dia a dia, quem tem melasma deve repassar o filtro pelo menos 3 vezes ao dia (manhã, no almoço e meio da tarde). “É importante lembrar que a proteção dos filtros nunca é 100%. Por isso, devemos sempre tentar usar meios físicos de proteção, como chapéus e viseiras de abas largas, sobrinhas e, na praia, ficar à sombra de barracas”, diz. A proteção solar pode e deve ser usada durante a gestação e o aleitamento.

Ativos via oral – Algumas substâncias, quando ingeridas, protegem a pele do dano solar, contribuindo para o tratamento do melasma. São produtos eficientes para serem usados como adjuvantes aos de uso tópico (local), disponíveis em formulações industrializadas ou fórmulas manipuladas. Os ativos mais usados  incluem as substâncias polypodium leucotomos, picnogenol, luteína e outros antioxidantes, como o licopeno. “São produtos usados principalmente no verão, quando a exposição solar é maior. No geral, recomendamos iniciar o uso 15 a 30 dias antes do início da exposição. Como não existem estudos em grávidas, estas substâncias de uso oral não são recomendadas durante a gestação e o aleitamento”, destaca Tatiana.

Peelings – são escamações da pele promovidas pelo uso de ácidos – no caso, de peelling químicos – ou por uso de objetos abrasivos como lixas e cristais, os peelings físicos. Esses procedimentos podem ser superficiais, médios ou profundos, conforme a camada da pele que a descamação atinge. Quanto mais profundo, mais agressivo e mais intensas a inflamação e irritação da pele logo, após o procedimento. “Como o melasma é um quadro que pode ser piorado por irritação e inflamação na pele, os peelings mais agressivos não são recomendados’, diz Tatiana. Mesmo os superficiais, que podem ser usados em alguns casos, devem ser feitos com cautela e sempre indicados e acompanhados por um dermatologista. Não devem nunca ser usados como tratamento único para o melasma e sim como coadjuvantes ao tratamento tópico domiciliar, feito com ácidos e clareadores. Geralmente são necessárias em média cinco sessões, com intervalos de cerca de 30 dias. “Como a pele com melasma não deve ser submetida a irritações, evitamos intervalos menores e procedimentos mais agressivos, o que poderia piorar as manchas”. Os peelings químicos são contraindicados durante a gestação. Já os peelings físicos, como o de cristal, poderiam ser usados. Mas os seus possíveis benefícios talvez não justifiquem os riscos, já que a possibilidade de pigmentação por irritação ou inflamação é ainda maior durante o período que vai da gestação até seis meses após o parto.

Lasers e Luzes – são tecnologias mais recentes e de uso bastante controverso no tratamento do melasma. Nunca devem ser considerados uma forma de cura ou salvação ou mesmo utilizados como tratamento único. Segundo Tatiana, muitos tratamentos como a Luz Intensa Pulsada e os Lasers Fracionados mostraram resultados desanimadores para o melasma. A maioria dos casos apresenta uma melhora inicial, seguida de uma piora importante, conhecida como efeito rebote. Na tentativa de evitar o rebote, estas tecnologias, quando usadas, devem ser sempre com baixa intensidade, distribuída em um maior número de sessões.

Segundo a especialista da Clínica Denise Steiner, recentemente chegou ao Brasil uma tecnologia nova que, diferente dos lasers mais antigos, apresenta resultados promissores e que, em muitos casos, parece não haver o risco de pigmentação rebote, ou seja, escurecimento da mancha após o tratamento. Trata-se de um equipamento chamado Q-switched Nd:YAG, que dispara raios em pulsos ultra-rápidos (nanosegundos), capazes de destruir a melanina sem gerar calor suficiente que cause agressão à pele ao redor, evitando a irritação e a inflamação que seriam responsáveis pela piora da mancha. O tratamento com esse tipo de laser é feito, a princípio, em dez sessões semanais. A tecnologia ainda não representa a cura para o melasma, mas parece apresentar resultados mais eficientes e duradouros do que as outras técnicas empregadas até hoje.    

Como ela destaca, como ainda não há estudos sobre os riscos para o feto, o uso de lasers não é recomendado nas gestantes. Durante o aleitamento, em tese, eles poderiam ser usados, porém com muita cautela, por conta dos índices do hormônio responsável pela pigmentação aumentada nas gestantes, que se mantém elevado cerca de seis meses após o parto.

9 de dez. de 2012

5 dicas para fotografar o parto

Confira o que é bacana registrar na hora que seu filho nascer (e até antes disso)


1. A GRÁVIDAPrimeiro, vale fazer as últimas fotos da barriga. Depois, o bacana é capturar o olhar da mãe logo depois de ver o filho, a expressão muda completamente. 

2. O TEMPO E O PESO 
Fotografar o relógio na hora que começar o parto vai dar uma emoção diferente depois. E não se esqueça de fazer o mesmo no momento em que o bebê nascer. Aproveite e clique o peso dele na balança também. 

3. O BEBÊ
Ninguém precisa ter medo de fotografar ele nascendo. Mas esqueça o flash para não assustá-lo e combine com a grávida antes qual o ângulo para fazer a foto – assim evita-se constrangimentos. 

4. A FAMÍLIA
Não se esqueça de pedir para alguma enfermeira da equipe fazer uma foto da família reunida. Combinar isso antes de começar o parto diminui a ansiedade. 

5. MÃOZINHAS E PEZINHOS
Fotos mais fechadas tendem a ser mais bonitas do que as que mostram todo o ambiente da sala de parto. Closes das mãos e dos pés do bebê, por exemplo, sempre ficam lindos. 


Fonte: Marcela Barros, fotógrafa especializada em grávidas e partos

8 de dez. de 2012

DICAS PARA DORMIR MELHOR

Vira dali, ajeita daqui, escora com o travesseiro e nada de encontrar uma posição confortável para dormir! Confira as dicas para dormir bem.


Quanto mais a barriga cresce, maior a dificuldade para ter uma boa noite de descanso. Quando o nono mês se aproxima, até falta de ar aparece. “As alterações hormonais, metabólicas e posturais da gravidez provocam desconfortos. Conforme aumenta de tamanho, o útero também começa a comprimir o estômago, os vasos sanguíneos e o diafragma”, justifica o médico Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Os fatores que tiram o sono das gestantes são muitos, mas alguns truques ajudam a minimizá-los. Leia a seguir as dicas dos especialistas para dormir bem e levantar disposta na manhã seguinte.

1. Descanse mais durante o dia

“A qualidade do sono é um reflexo do que acontece durante o dia. Por exemplo, o inchaço e a dor nas pernas, que incomodam para dormir, podem estar presentes durante o dia, mas a grávida fica distraída com outras atividades e nem se dá conta deles. Quando relaxa para dormir, os incômodos sobressaem”, explica Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Por isso, a recomendação do seu obstetra para fazer um repouso de pelo menos duas horas por dia com as pernas elevadas também tem efeito no seu descanso noturno. Siga esse conselho à risca!

2. Sal e líquidos com moderação

Fazer as refeições com pouca quantidade de sal, por exemplo, é um cuidado que reduz o inchaço e melhora o conforto na hora de dormir. Outra precaução essencial para garantir um bom descanso noturno, principalmente no final da gestação, é não ingerir muito líquido antes de se deitar. Como o útero pressiona a bexiga, a vontade de urinar várias vezes ao longo da noite pode comprometer a qualidade do sono. Afinal, quanto menos você levantar para ir ao banheiro, melhor.

3. Nada de exageros alimentares

Você já sabe que precisa comer de forma fracionada ao longo do dia, mas, para dormir confortavelmente, é importante também não abusar de alguns alimentos no jantar. “É bom evitar chocolate, café e chá preto, que, além de provocar azia, são ricos em cafeína, que é um estimulante natural”, alerta o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, da Clínica FGO, de São Paulo. Outra recomendação é pegar leve em relação a alimentos muito gordurosos. “Na gravidez, a válvula entre o esôfago e o estômago fica mais frouxa, favorecendo o refluxo e o mal-estar quando há alimento sendo digerido. E a gordura demora muito nesse processo”, diz o médico Gustavo Kroger. Para completar, não jante em cima da hora de deitar. Dê um tempo para fazer a digestão.

4. Alongue-se

Segundo o obstetra Flávio Oliveira, apesar da sonolência diurna, típica do primeiro trimestre da gravidez, a insônia noturna costuma afetar muitas mulheres nessa fase. “A causa é desconhecida, mas acredita-se que a dificuldade para dormir tenha a ver com os hormônios”, diz o especialista. Faça alguns exercícios de alongamento antes de deitar, o que ajuda a relaxar e minimizar as dores nas costas. “O ideal é que, primeiramente, a gestante aprenda alguns exercícios básicos com um profissional. Depois, ela pode fazer isso sozinha”, orienta o médico Gustavo Kroger.

5. Calmantes naturais e muitos travesseiros

Beber uma xícara de um chá calmante, como o de erva-doce, um pouco antes de ir para a cama auxilia bastante no início da gravidez, quando a pressão do útero sobre a bexiga ainda é pequena e as idas ao banheiro não são tão frequentes. “Um copo de leite integral morno também funciona porque a bebida contém aminoácidos que auxiliam no sono”, sugere Oliveira. Já no final da gravidez, com a barriga grandona, travesseiros e almofadas próprias para gestantes, conhecidas como minhocões, caem bem. A posição mais recomendada pelos médicos é a decúbito lateral, ou seja, de lado. O motivo principal é garantir a melhor circulação sanguínea. “Aconselho que a paciente abrace um travesseiro, coloque outro embaixo da barriga, dois sob a cabeça e mais um no meio das pernas”, diz Oliveira. Parece um exagero, mas pode fazer toda a diferença! “Desse jeito, a grávida tem a sensação de dormir de bruços e consegue descansar melhor”, justifica o médico.

6. Banho morno

Quem não sabe que água quentinha ajuda a relaxar? Sim, o banho morno antes de ir dormir é muito eficiente para qualquer pessoa, mas na gravidez ele deve ser rápido. “O calor da água pode fazer a pressão arterial cair, o que não é bom”, explica o médico Flávio Oliveira. Aproveite o momento e deixe cair água sobre as costas. “As dores de coluna são comuns na gestação devido à ação hormonal e à mudança postural, e o banho ajuda a melhorar o incômodo”, afirma o obstetra Gustavo Kroger. Porém ele faz uma ressalva: “A temperatura não deve ser muito alta porque a grávida sente muitos calores e pode acabar se sentindo desconfortável ao deitar. Além disso, a água quente remove a gordura natural da pele, deixando-a mais sujeita a alergias e coceiras, que também incomodam”.

7. Suplementação de Ômega-3

“Alguns estudos mostraram que as grávidas apresentam uma redução do ácido ômega-3 no organismo. Entre as consequências dessa deficiência, está a dificuldade para dormir”, afirma Flávio Oliveira. Segundo ele, muitos obstetras já estão receitando para suas pacientes a suplementação de ômega-3 durante a gestação. “Essa medida é boa para a mulher e para o filho. O sono da grávida passa a ser muito mais tranquilo e seu bebê também dorme melhor após o nascimento”, complementa o especialista. Converse com o seu médico sobre essa possibilidade e garanta boas noites de sono para você e seu pequeno.
fonte:Bebê Abril

8 de nov. de 2012

"Gelinho" para amenizar mal-estar durante a gravidez

Mãe britânica inventou uma forma saborosa e natural de melhorar problemas como náuseas e desidratação.


Grávidas que sentem algunsincômodos diários, como náuseas, podem comemorar a novidade. Uma mãe britânica inventou uma espécie de “gelinho” para amenizar esse mal-estar durante agravidez, chamado de lillipop iced soothie

Segundo informou ao Daily Mail, Denise Soden teve a idéia durante sua primeira gravidez. Ela sofria muito comnáuseas e vômitos,desidratação, além da falta de apetite no início da gestação – um quadro comum entre as grávidas, que os médicos chamam de “hiperemese gravídica”. No meio do caminho, ela descobriu que, por alguma razão, o gelo a ajudava a se sentir melhor. Foi aí que decidiu criar seu próprios gelinhos com sabor. E, segundo ela, deu certo. 

O produto está à venda pela internet e garante não conter corantes ou aromatizantes artificiais. Está disponível nos sabores limão & menta, grapefruit & tangerina, gengibre, lima & baunilha, e camomila & laranja. Uma caixa com 20 “gelinhos”, nos cinco sabores, custa $7,25 euros (cerca de R$20).


1 de nov. de 2012

4 respostas para saias-justas durante e depois da gravidez.


Ai, que situação...


A humorista Ingrid Guimarães, mãe de Clara, 3 anos, dá dicas para as saias-justas que, certamente, você vai passar na gravidez.


A gente passa por muitas saias-justas na vida, sendo vítima ou não, mas em relação às grávidas e novas mães, parece que todo mundo perde um pouco a noção – até histórias muito tristes você pode ouvir. 

Então, quem melhor do que uma humorista para dar dicas de como ser fina (e, às vezes, até um pouco sarcástica) sem parecer deselegante? CRESCER convidou a atriz Ingrid Guimarães, mãe de Clara, 3 anos, para dizer como reagiria em diversas situações constrangedoras. Fique preparada – e ponha tudo em prática

ALGUÉM PERGUNTA DE QUANTOS MESES VOCÊ ESTÁ, MAS A SUA BARRIGUINHA É DO PÓS-PARTO “Tipo da coisa que não se pergunta. Então, eu acho que responderia: ‘Meu bebê já está andando’ pra deixar a pessoa bem sem graça.” 

UM DESCONHECIDO QUER COLOCAR A MÃO NA SUA BARRIGA – E VOCÊ NÃO SUPORTA A IDEIA 
“Me movimento discretamente pra não ser indelicada e digo que preciso ir ao banheiro. Grávida está sempre no banheiro!” 

PEDIR DESCULPAS PORQUE ACHOU QUE O BEBÊ DA MOÇA AO SEU LADO NA SALA DE PEDIATRA ERA MENINA – E NÃO UM MENINO 
“Esse furo eu cometo até hoje, e já cometeram comigo. Depois fico elogiando a criança para tentar amenizar.” 

UMA MULHER DIZ QUE PERDEU O BEBÊ – E VOCÊ GRAVIDÍSSIMA, ESTÁ NA SALA DE ESPERA DO ULTRASSOM 
“Digo que sinto muito e mudo de assunto. Se ela quiser falar sobre isso, apenas ouço e desejo boa sorte.”

Via Crescer

29 de out. de 2012

Depressão pós-parto



É grande o número de mulheres que se queixa de certa tristeza e irritabilidade depois que dão à luz. A criança nasceu perfeita, com boa saúde, o pai está feliz, os avós também. Nada aconteceu de errado, elas voltam com o bebezinho para casa, onde tudo foi preparado para recebê-lo, mas são invadidas por uma espécie de melancolia que não sabem explicar. Se esse sentimento for passageiro e desaparecer em alguns dias, não há motivo para preocupação. Seu organismo passou por verdadeiras revoluções hormonais nos últimos tempos que podem ter mexido com o sistema nervoso central.
Há mulheres, porém, em que a tristeza aparece algumas semanas depois do parto, vai ficando cada vez mais intensa a ponto de torná-las incapazes de exercer as mais simples tarefas do dia a dia, e elas passam a demonstrar apatia e desinteresse por tudo que as cerca.
Num passado não muito distante, esses sintomas não eram valorizados; ninguém falava em depressão pós-parto. Os transtornos de humor eram considerados traços da personalidade feminina. Sem diagnóstico nem tratamento adequado, ou a doença se resolvia espontaneamente ou tornava-se crônica.
DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Drauzio – Qual a diferença básica entre tristeza e depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – É importante estabelecer essa diferença. A tristeza pós-parto é quase fisiológica. Dependendo da estatística, de 50% a 80% das mulheres apresentam certa tristeza, certa disforia e irritabilidade que têm início em geral no terceiro dia depois do parto,  dura uma semana, dez, quinze dias no máximo, e desaparece espontaneamente. Já a depressão pós-parto começa algumas semanas depois do nascimento da criança e deixa a mulher incapacitada, com dificuldade de realizar as tarefas do dia a dia.
Drauzio – Existe explicação neurobioquímica para a depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – O pós-parto é um período de deficiência hormonal. Durante a gestação, o organismo da mulher esteve submetido a altas doses de hormônios e tanto o estrógeno quanto a progesterona agem no sistema nervoso central, mexendo com os neurotransmissores que estabelecem a ligação entre os neurônios. De repente, em algumas horas depois do parto, o nível desses hormônios cai vertiginosamente, o que pode ser um fator importante no desencadeamento dos transtornos pós-parto. Mas esse não é o único fator. Todos os sintomas associados ao humor e às emoções são multideterminados, ou seja, não têm uma causa única. Portanto, não é só a deficiência hormonal que está envolvida tanto na tristeza pós-parto, quanto no quadro mais grave que é a depressão pós-parto.

Drauzio 
– Que fatores são esses?
Frederico Navas Demetrio - Mulher com história de depressão no passado, seja relacionada ou não com o parto, ou depressão durante a gravidez (quadro menos frequente, mas também possível) está mais sujeita a desenvolver transtornos depressivos. Alguns fatos, por exemplo gravidez não desejada ou não planejada, causam aumento do estresse ao longo da gestação e podem contribuir para o aparecimento do problema.
Drauzio –  Como você distingue a simples tristeza pós-parto de curta duração que passa  espontaneamente da depressão que precisa ser tratada adequadamente?
Frederico Navas Demetrio –. Diante de um paciente com palidez cutânea que reclama de fraqueza, o médico pede um hemograma que confirma o diagnóstico clínico de anemia. Em psiquiatria, não existem exames complementares para respaldar o diagnóstico, que depende basicamente dos sinais e sintomas que a pessoa apresenta, de como eles se manifestam ao longo do tempo e de sua intensidade. Outro conceito importante para distinguir a tristeza da depressão pós-parto é determinar se o transtorno é disfuncional, isto é, se interfere na vida do dia a dia.
DIAGNÓSTICO
Drauzio – Quando começam a aparecer os sintomas de tristeza?
Frederico Navas Demetrio - A tristeza pós-parto surge dois ou três dias depois de a mulher dar à luz, em cinco dias atinge o máximo e some em dez dias. A depressão instala-se lentamente; só de quatro a seis semanas depois do parto o quadro depressivo torna-se intenso. É uma doença que exige tratamento mais agressivo com medicamentos.
Por isso, se atendo uma mulher, uma semana depois de ter dado à luz, com os sinais clássicos de tristeza puerperal, que pode ter sido desencadeada até por privação do sono – às vezes, o bebê acorda muito à noite – e por mudanças hormonais, recomendo que espere um pouquinho, pois essa sensação desagradável poderá desaparecer em alguns dias sem deixar vestígios. Ao contrário, se os sintomas foram se instalando gradativamente ao longo de várias semanas e ficando piores a cada dia, ela pode estar desenvolvendo um quadro de depressão pós-parto.
Drauzio – Isso quer dizer que, num primeiro contato, é muito difícil estabelecer o diagnóstico com clareza.
Frederico Navas Demetrio – É difícil. Entretanto, se a moça deu à luz há mais de um mês e a tristeza continua intensa, é grande a probabilidade de estar com depressão pós-parto. Fechar o diagnóstico, porém, depende dos sintomas que apresenta e de como e quanto eles estão interferindo no seu dia a dia.
Drauzio – Com que frequência aparecem os casos de depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – Segundo revelam as estatísticas americanas, a depressão verdadeira, essa que surge várias semanas depois do parto e requer tratamento específico, acomete em torno de 10% a 15% das mulheres, o que é um número muito alto.
Drauzio – Essas mulheres recebem o diagnóstico de depressão quando manifestam os sintomas?
Frederico Navas Demetrio – Infelizmente, a maior parte dessas mulheres não fica sabendo que está deprimida e atribui os sintomas ao estresse, ou não tem suas queixas valorizadas pelo companheiro, nem pelo pediatra que atende a criança, nem pelo obstetra que acompanha o pós-natal. Como o início não é abrupto, o transtorno assume ares de algo fisiológico, sem importância, e elas não recebem o tratamento adequado. O resultado é que, às vezes, o quadro pode resolver espontaneamente, mas, em muitas outras, pode tornar-se crônico.
SINAIS DE ALERTA
Drauzio – Como a mulher que está se sentindo meio entristecida depois do parto pode perceber que aquilo é algo passageiro, ou sintoma de uma depressão mais grave?
Frederico Navas Demetrio – Para a mulher que deu à luz há poucos dias, é quase certo que os sintomas desaparecerão espontaneamente em duas ou três semanas. No entanto, aquelas que deram à luz há um mês, um mês e meio, e estão cada vez mais tristes, precisam prestar atenção em alguns sintomas fundamentais.
O primeiro é que a tristeza não está relacionada só com o nascimento da criança. Não está restrita ao fato de não se considerar boa mãe nem suficientemente capaz para cuidar do bebê. A tristeza permeia outros contextos de sua vida. A mulher deprimida perde o interesse pelo programa de televisão que gostava de ver, pelas leituras que lhe davam prazer, pela profissão. Às vezes, a licença-maternidade está chegando ao fim e ela pouco se importa com a perda do emprego se não reassumir o cargo.
Outros sintomas são a sonolência, a falta de energia durante o dia inteiro, o desinteresse pelo marido, o desejo sexual que não retorna e as alterações do apetite para mais e para menos. Algumas ficam famintas e comem muito. Outras nem podem chegar perto dos alimentos.
A ansiedade faz parte também do quadro de depressão pós-parto. A mulher tem ataques de pânico sem ser portadora desse transtorno ou pode desenvolver comportamentos obsessivos em relação à criança como agasalhá-la demais ou verificar a cada instante se ela está respirando.
Drauzio – Toda mulher faz isso quando tem um filho. Como saber se esse sintoma faz parte de um quadro patológico?
Frederico Navas Demetrio – Na depressão pós-parto, esse comportamento é exagerado e está associado a muita tristeza. Acima de tudo, o sofrimento é enorme e a pessoa está consumida pela sensação de fim de linha e de sua capacidade para sair daquela situação. De qualquer forma, repito, é sempre preciso considerar o conjunto dos sintomas para fechar o diagnóstico.
PREVALÊNCIA
Drauzio – A depressão pós-parto é mais frequente no nascimento do primeiro filho ou aparece também nas outras gestações?
Frederico Navas Demétrio – Depende dos antecedentes da mulher. Se ela teve depressão no pós-parto de um filho, a possibilidade de repetir o quadro em outra gestação é de 50%.
Na verdade, a recorrência da depressão é muito alta. Ela é considerada uma doença episódica recorrente e a tendência é manifestar-se novamente se repetida a situação em que surgiu pela primeira vez.
Drauzio – Mas isso acontece também com a depressão comum…
Frederico Navas Demetrio – Ocorre, sim. Em 50% dos casos, quem teve depressão uma vez vai repetir o quadro em algum momento da vida. Se ela se manifestou no período pós-parto, cerca de 30% das mulheres correm o risco de desenvolver a doença fora desse período.
Drauzio – A mulher que teve depressão na adolescência ou na vida adulta corre risco maior de desenvolver depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – O risco de depressão pós-parto é maior se a mulher desenvolveu um episódio depressivo anteriormente, mesmo que tenha sido tratada, ou se teve depressão durante a gravidez. Anos atrás, considerava-se que as doses elevadas de hormônios presentes durante a gestação protegiam a mulher. Hoje se sabe que não é bem assim. Mulher grávida também está sujeita a ter depressão. Como, muitas vezes, ela interrompe o tratamento temendo que a medicação possa prejudicar a criança, o risco de a doença agravar-se depois do parto aumenta muito.
TRATAMENTO

Drauzio – Há medicamentos para tratar a depressão seguros para o feto?
Frederico Navas Demétrio – Há medicamentos seguros. Tanto os mais antigos, os tricíclicos, quanto os mais modernos, como os inibidores de recaptura da serotonina, são seguros quer em termos de malformações quer como agentes neurocomportamentais, ou seja, não provocam malformações na criança nem alterações em seu comportamento. Acompanhados até a idade pré-escolar, os filhos de mulheres que engravidaram tomando esse tipo de medicação não mostraram nenhum transtorno comportamental.
Há alguns anos, o tratamento de escolha para a depressão durante a gravidez era o eletrochoque. Hoje, ele só é indicado  para casos muito graves, com risco de suicídio e que exigem resposta rápida.
Drauzio – Se tomados durante a fase de amamentação, esses remédios podem prejudicar a criança?
Frederico Navas Demetrio – Durante a gestação, esses medicamentos não interferem na formação da criança, porque dentro do útero ela não faz esforço respiratório. Depois que nasce, porém, seu efeito sedativo pode passar pelo leite e o perigo existe. Por isso, são indicados alguns antidepressivos específicos que passam menos para o leite materno e o esquema é discutido com a mulher. Uma das sugestões é desprezar o leite colhido algumas horas depois de tomada a medicação, aquele em que os componentes da droga estão mais concentrados, e oferecer o colhido mais tarde. Isso diminui a exposição da criança ao antidepressivo e permite utilizá-lo durante o aleitamento.
]Drauzio – O uso da medicação é sempre fundamental no tratamento da depressão pós-parto?
Frederico Navas Demetrio – É sempre fundamental. Embora algumas depressões desapareçam espontaneamente, uma porcentagem significativa se cronifica. E tem mais: se não for tratado, o episódio agudo pode deixar um resíduo que se confunde com a distimia, uma forma de depressão mais leve, crônica, que interfere na capacidade de raciocínio e no desempenho funcional. Muitas vezes, essa depressão contínua é considerada um traço da personalidade da mulher e nenhuma providencia efetiva é posta em prática.
Drauzio – A psicoterapia também ajuda a tratar da depressão?
Frederico Navas Demetrio – Como a depressão em geral tem múltiplos fatores determinantes, isto é, não é provocada só por condições biológicas, mas tem fatores sociais e familiares envolvidos, a psicoterapia individual ajuda a mulher a lidar melhor com o problema e a descobrir que tem um potencial que precisa ser estimulado.
Drauzio – Nos casos em que a depressão não é diagnosticada e evolui sem tratamento, há risco de suicídio?
Frederico Navas Demetrio – Embora localizada no período pós-parto, a depressão se comporta da mesma maneira que nas outras fases da vida, e o risco de suicídio existe. No caso específico da depressão pós-parto, a forte ligação entre mãe e filho acaba protegendo um pouco a mulher. Mas, se a evolução da doença for muito negativa e os sintomas se agravarem progressivamente, ela pode chegar à conclusão de que é realmente incapaz de cuidar da criança e, infelizmente, cometer suicídio.
Drauzio – Muita gente confunde depressão pós-parto com os casos de psicose em que a mãe agride e eventualmente mata o filho. Existe alguma relação entre essas duas doenças?
Frederico Navas Demetrio – Depressão pós-parto e psicose puerperal são quadros muito diferentes. Felizmente, os casos de psicose são raros. A prevalência é de um caso para cada cem mil nascimentos.
O início da psicose puerperal é precoce. Durante a primeira semana depois do parto, a mulher perde o contato com a realidade e começa a acreditar em coisas que não existem, a ouvir vozes, a ter a sensação de incorporações com entidades, delírios e crenças irracionais.
Às vezes, imagina possuir superpoderes e pode lesar a criança não intencionalmente, mas porque acha que pode voar e atira-se pela janela com o bebê no colo. Essa doença muito grave é bem diferente da depressão que começa várias semanas depois do parto e evolui gradativamente.