28 de dez de 2012

Confira as novas recomendações para o uso de anticoncepcionais após o parto



Se você está no fim da gravidez ou seu filho acabou de nascer e ter outro não está nos seus planos tão cedo, é hora de pensar no uso de contraceptivos no pós-parto - e um novo guia para quem optar por anticoncepcionais foi divulgado nos Estados Unidos. Segundo a nova recomendação, quem não tem problema de saúde pode começar a usar a medicação feita apenas à base de progesterona (esse tipo não interfere na amamentação) a partir do 21o dia do parto. Aquelas que têm risco para tromboembolismo (mais chances de ter trombose), ou seja, que já tiveram o problema, têm casos na família, têm mais de 35 anos, são cardiopatas ou hipertensas, sugere-se começar 42 dias após o parto. No Brasil, a recomendação passa a ser a mesma, mas muitas vezes a mulher começa o uso só 40 dias depois, que coincide com a segunda consulta com o obstetra.
Fonte: Fabiane Sabbag Correa, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz (SP)

27 de dez de 2012

ALIMENTOS PARA ALIVIAR AS DORES NA GESTAÇÃO.


Inchaço nos pés, azia, enjoos e câimbras são sintomas frequentes na gestação, afinal, o corpo está em constante mudança. Esses desconfortos são causados pelo aumento da produção de hormônios e dependem também da sensibilidade de cada mulher.

Náuseas e vômitos, por exemplo, costumam aparecer na fase inicial da gravidez e podem durar até a 12ª semana de gestação. Até o nascimento do bebê as mamães podem sofrer outros incômodos como tonturas, cansaço ou prisão de ventre. Para amenizar esses sintomas o ideal é manter alimentação equilibrada em vitaminas, proteínas e minerais. 

De acordo com a nutróloga Liliane Oppermann, o cardápio da futura mamãe precisa ser bem variado no quesito nutriente. “O ideal é se alimentar de maneira saudável e sem excessos. É importante consumir cereais, frutas, carnes, laticínios, produtos integrais, mas todos ingeridos na quantidade certa”, explica.

Alimentos do bem
Liliane revela quais são os alimentos que podem interferir no organismo e amenizar esses problemas. Mamães, anotem na agenda e não se esqueçam de consumi-los:

Espinafre, rúcula, frutas cítricas e grãos integrais: Amenizam os enjoos;
Banana nanica: Reduz câimbras;
Abacaxi: Alivia ânsia e vômitos;
Fibra (mamão, ameixa, farelo de aveia e farinha de linhaça): Diminui a prisão de ventre.
Carboidratos (batata, arroz, pães e massas): Evitam a fadiga.
Ferro (feijão, fígado, legumes e verduras): Ajuda a formar as células sanguíneas do feto. 
Cálcio e fósforo (leite e derivados, gema de ovo, cereais integrais e carnes magras): Inibem malformação óssea, gengivite e câimbras.

Dicas da especialista
1 - Prefira carboidratos integrais 
2 - Consuma três a cinco frutas no dia. Uma em cada refeição;
3 - Prepare e cozinhe os alimentos de forma simples, sem muitos condimentos ou sal;
4 - Beba bastante água;
5 - Lave bem os alimentos antes de comer.

26 de dez de 2012

Os benefícios dos líquidos na gravidez.

Água, chás e sucos são liberados, enquanto o café e refrigerantes precisam de moderação. Veja por que é importante se manter hidratada durante os nove meses.

Você sabe como se manter hidratada é fundamental para a saúde. Mas na gravidez essa importância dobra. Os líquidos ajudam na circulação sanguínea do útero e da placenta, além de melhorar as condições nutricionais da criança. É importante diversificar. Bebidas como água, sucos e alguns chás, como erva-doce, erva-cidreira e camomila, são liberados durante os nove meses. Já o café e o refrigerante devem ser consumidos com moderação. "A mulher não pode abusar do café porque ele diminui a absorção de cálcio no organismo", afirma Walter Banduk, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Camilo (SP). "Por conta dos componentes artificiais existentes nos refrigerantes, eles também devem ser tomados em poucas quantidades", diz. 
Além de hidratar, os líquidos também combatem o enjoo e as náuseas. "Bebidas frias com sabor ácido ou amargo são ótimas para acabar com o mal-estar. Um bom exemplo é a água tônica e o suco de limão", diz o médico. Frutas e verduras com alto teor de água e fibras também são aliadas na hora de hidratar e, de quebra, ainda evitam o intestino preso e a pele ressecada. 

Quanto às bebidas alcoólicas, fuja delas durante a gravidez e a amamentação. Alguns médicos até liberam uma quantia mínima em ocasiões especiais,"Em ocasiões muito especiais, a grávida pode tomar uma tacinha de vinho, e só", diz Walter. Abaixo você confere uma tabela com o que pode ou não beber:


21 de dez de 2012

É normal sentir falta da barriga depois que o bebê nasce?

Sim. Entenda por que isso acontece


Se nas últimas semanas de gestação você não via a hora de se livrar dela, depois que o bebê nasce, é só ver uma grávida massageando a barriga para bater a saudade. “A falta não é exatamente física, mas das vantagens que a gravidez proporciona, como um lugar especial na fila do cinema ou os mimos da família”, explica a psicóloga Flávia Fernandes, da Clínica Gestarte (RJ), especialista em gravidez. 

Além disso, ela conta que temos uma cicatriz emocional, digamos, que vem da infância. Ela surge quando descobrimos que o mundo, de fato, não gira ao nosso redor. E a gestação, uma vez que as atenções são voltadas a você novamente, tem o poder de regenerar tal ferida. Nada mais natural, então, do que sentir a falta dela. 

Existe também outro lado: a ausência da barriga é o começo da maternidade. Ou seja, de novos desafios. E essa angústia pode ser confundida com saudade. “É uma arte ir a extremos tão distantes e voltar ao centro. Por isso, a experiência da maternidade amadurece a maioria das mulheres”, acredita Flávia. 

20 de dez de 2012

Cesárea: algumas informações que são importantes!




"13 coisas sobre cesárea que ninguém contou para você
Apesar de o parto normal ser a melhor opção para o bebê nascer, há mulheres que, pelo bem da sua saúde e a do filho, têm de fazer uma cesárea. Por ser uma cirurgia, esse tipo de parto tem algumas particularidades. Saiba quais são elas para não se assustar na hora – e nem depois. 

1. De olhos bem abertos 
Se você acha que vai dormir por causa da anestesia, está enganada! Não são usados sedativos durante o parto cesárea, porque, se a mãe é sedada, o bebê também é. Você estará consciente o tempo todo (até para ver o rostinho do seu filho pela primeira vez), mas não vai sentir dor. 

2. Vão colocar uma sonda em você... 
...mas não se preocupe! É logo depois da anestesia, então não vai sentir nada. Ela é necessária para esvaziar a bexiga, já que você vai passar algum tempo deitada durante e após a cirurgia. 

3. Puxa-empurra durante o parto 
A anestesia vai fazer com que você não sinta dor, mas, como ela não é geral e não tem sedativos, você pode ter algumas sensações. Na hora em que o bebê vai nascer, o médico faz força para posicioná-lo e ajudá-lo a sair e você pode sentir umas mexidas. Mas nada de dor! 

4. Você pode ficar enjoada 
Como você vai ficar deitada, a barriga pode comprimir a veia cava e causar náuseas e queda de pressão. Os analgésicos também podem ter esses efeitos. Sentiu-se mal? Avise o anestesista. Ele vai pegar uma veia sua antes da cirurgia e é por ali que vão entrar os medicamentos necessários para corrigir qualquer alteração no seu metabolismo. O mal-estar pode surgir também depois do parto. 

5. Tem algo queimando aqui? 
Se você sentir um cheiro de queimado, não se assuste: é o bisturi elétrico. Ele é usado em quase todas as cirurgias e o odor é por conta da cauterização dos tecidos. 

6. Será que fiquei com as pernas abertas? 
Antes da anestesia, você fica com as pernas abertas para que logo depois seja colocada a sonda. Como o cérebro decora a última sensação antes da anestesia, pode parecer que as suas pernas continuam abertas durante a cirurgia. Mas é só uma impressão, porque assim que a sonda está no lugar certo, os auxiliares fecham as pernas da paciente. 

7. Leve tremedeira 
Pode ser nervoso, frio ou até efeito da anestesia (que causa perda de calor), mas o fato é que você pode tremer quando sair da sala de cirurgia. Os médicos sabem disso e, por isso, sempre colocam uma coberta antes da paciente ir para sala de recuperação. Fique tranquila, porque passa rápido! 

9. Coceira no nariz A morfina usada na anestesia pode provocar uma coceira no corpo e no rosto, mas isso é normal e passa em 24h. Se for muito intensa, o seu médico pode receitar medicações adequadas para cessar o desconforto. 

10. Inchaço nos pés e nas mãos 
Com o acúmulo de líquidos que acontece no seu organismo durante a gestação, é normal que você fique inchada nos primeiros dias depois do parto, principalmente nos pés e nas mãos. Apesar de ocorrer também em quem teve parto normal, é mais frequente nas mulheres que tiveram parto cesárea, porque a grávida fica mais imobilizada depois da cirurgia. Depois de uma semana, você começa a desinchar, mas repouso e drenagem linfática podem ajudar. 

11. Sua pressão pode cair ao se levantar 
O jejum, as horas deitadas e os efeitos dos medicamentos podem fazer você ficar tonta na primeira vez que se levantar depois do parto. O ideal é ficar sentada na cama de 10 a 15 minutos antes e ter a ajuda de uma enfermeira nesse momento. 

12. Mais remédios 
Para controlar a dor e melhorar a sua recuperação, você vai continuar tomando alguns medicamentos em casa, como analgésicos e antiinflamatórios, por até sete dias. Mesmo assim, durante um mês, é normal sentir fisgadas ou dores no local da cirurgia de vez em quando. 

13. Um passo de cada vez Lembre-se de que você acabou de passar por uma cirurgia, então é preciso tomar cuidado com movimentos bruscos. Não há problema em fazer caminhadas e atividades normais da casa, mas nem pense em abaixar e pegar peso. E dirigir... somente após 20 dias do parto. Se você pratica exercícios mais localizados, volte aos poucos e só depois de dois meses.



"12 coisas que você precisa saber sobre a cicatrização da Cesárea
Quanto tempo leva para a barriga cicatrizar após uma cesárea? O que fazer se a região inflamar? Quais devem ser os cuidados necessários no pós-operatório? Posso tomar sol? O atrito da roupa pode prejudicar durante o período de cicatrização? Quem responde estas e outras dúvidas tão comuns entre as gestantes é o doutor Bernardo Hochman, Cirurgião plástico especialista em tratamento de cicatrizes e quelóides, chefe do setor de Orientação em Cicatrização da Disciplina de Cirurgia Plástica da UNIFESP e Professor Orientador do Programa de Orientação de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

1 - Quais as principais complicações estéticas que uma cicatriz de cesárea pode apresentar? Em quanto tempo ocorre a cicatrização de uma cesárea?
“A cicatrização da pele de uma cesárea ocorre entre 10 a 14 dias; entretanto, o processo de amadurecimento da cicatriz, ou seja, de atingir seu aspecto final e sua resistência a trações se prolonga por um período de 12 a 18 meses. As complicações de uma cesárea podem surgir por esforços físicos precoces das mamães, levando a aberturas parciais (ou até total) da cicatriz (chamada de deiscência dos pontos).
Essas aberturas, se não corrigidas, geralmente resultam em defeitos estéticos como retrações cicatriciais (afundamentos localizados), que podem até causar dor em certos movimentos pela aderência (fibrose) da cicatriz cutânea nos músculos, e também podem deixar as cicatrizes mais alargadas. Essas aberturas ou esforços musculares precoces e excessivos também podem facilitar que a cicatriz da cesárea torne-se do tipo hipertrófica ou até com quelóide (que serão explicadas mais adiante)”.

2 - A cicatriz pode inflamar? O que ocasiona essa inflamação?
“Qualquer cicatriz pode inflamar, inclusive de cesárea. Os fatores que podem levar a uma inflamação na cicatriz são “encravamento” de pêlos na cicatriz em formação (principalmente os pubianos no caso de cesáreas), reação inflamatória ao fio de sutura e esforços físicos precoces”.  

3 – O que é cicatriz hipertrófica?
“É uma cicatriz elevada decorrente de uma resposta cicatricial exagerada da pele a uma intervenção cirúrgica ou ferimento. Essa cicatriz não ultrapassa o trajeto ou a extensão da incisão ou ferimento inicial. Apresenta tendência à regressão. A cicatriz hipertrófica é sobrelevada em relação à pele, avermelhada e usualmente com coceira espontânea.
A freqüência de cicatriz hipertrófica é, provavelmente, maior que do quelóide. A cicatriz hipertrófica pode ocorrer em qualquer idade, mas tende a se desenvolver mais freqüentemente na puberdade e adultos jovens, sendo mais rara em pessoas acima dos 60 anos de idade”.

4 - O que é o quelóide e quando acontece?
“O quelóide é uma cicatriz espessa, elevada e de superfície lisa que ocorre somente na pele (e apenas em humanos). Se estende para os lados em relação à incisão cirúrgica ou ferimento inicial, formando verdadeiras nodulações na cicatriz.  O quelóide ocorre em ambos os gêneros, embora com discreta predominância em mulheres.
É mais comum em pessoas afro-descendentes (incluindo pardos ou mulatos) e em pessoas de origem oriental, embora também ocorra em pessoas brancas. Não existe quelóide espontâneo, e as lesões sem causa aparente são provocadas por ferimentos minúsculos não percebidos pelo paciente como pequenas espinhas; cicatrizes de catapora, furúnculos, feridas aberta que cicatrizaram sem que houvesse sutura, ou com infecção, também são causas comuns de quelóide”.

5 - O atrito promovido pela roupa pode prejudicar a cicatriz?
“Sim, o atrito pode prejudicar uma cicatriz pela inflamação crônica que causa, e conforme a sensibilidade pessoal da pele. Esse fator inflamatório é agravado por roupas de tecido sintético como a base de poliéster ou microfibra, mas pode facilmente ser prevenido utilizando vestimentas de algodão ou linho. Em cicatrizes mais recentes de cesárea o uso de calcinhas de algodão torna-se obrigatório em todas as mulheres”.

6 - Caso a cicatriz apresente problemas o que a paciente deve fazer?
“Na presença ou mesmo suspeita de que há algo errado na cicatriz você deve imediatamente procurar seu cirurgião, pois é o profissional mais apto a lhe ajudar e porque mais conhece você. No período pós-operatório mais recente (cerca de 15 dias), os sinais mais freqüentes que podem levantar suspeita são vermelhidão súbita na cicatriz ou na pele ao redor, com ou sem aumento da temperatura local, presença de gotas de qualquer tipo de líquido ou secreção saindo pela cicatriz, abertura de ponto(s) de sutura(s) ou parada de saída de liquido através de drenos quando houver.
Os sintomas mais freqüentes são dor e/ou coceira excessiva. Mais tardiamente, a partir de 1 mês, você deve-se ficar mais atento a uma vermelhidão persistente da cicatriz, aumento do relevo da mesma, endurecimento do tecido embaixo da cicatriz (fibrose subcutânea), além de coceira persistente. As ocorrências desses fatores podem predizer a evolução para uma cicatriz hipertrófica ou eventualmente até quelóide. Fique atenta”.

7- Quais os tratamentos disponíveis para tratar cicatrizes?
“Como o mecanismo biológico que causa a formação de cicatrizes hipertróficas e quelóide ainda não está completamente esclarecido, os tratamentos ainda não são totalmente específicos. Ao contrário do quelóide onde o tratamento cirúrgico, sempre que possível, é a opção mais indicada, nas cicatrizes hipertróficas a retirada cirúrgica não é a primeira opção.
E, para isso, dispõe-se de recursos, além dos tradicionais métodos de compressão elástica contínua por um período de 10 a 16 horas por dia por determinado tempo. O quelóide que está em fase de atividade clínica, ou seja, quando se apresenta avermelhado, com coceira e/ou dor, e/ou crescimento não deve ser operado. Nessa situação, a probabilidade da formação de um novo quelóide é muito alta, mesmo quando realizados outros tratamentos complementares à operação.
Por isso, é mais conveniente aguardar uma fase de menor atividade ou de inatividade clínica para retirá-lo, ou seja, quando a lesão parar de crescer e não apresentar coceira ou dor. Para isso, orientamos o paciente a utilizar medidas para amenizar o desconforto, como aplicação de corticóide ou compressão elástica. Contudo, atualmente dispomos de outros recursos tecnológicos para encurtar a fase de atividade clínica, como laser de baixa potência ou eletroterapia, dentre outros, para o tratamento cirúrgico ter mais chance de ser bem sucedido”.

8 - As pomadas com corticóide são usadas com muita frequência.  Existem contra-indicações?
“As pomadas com corticóide (antinflamatório esteróide) já foram muito utilizadas. Porém, esse tipo de pomada pode não diminuir a espessura da cicatriz e causar um afinamento da superfície (epiderme) da cicatriz hipertrófica e do quelóide; com isso, após um período de uso superior a 1 mês, as cicatrizes costumam ficar muito avermelhadas e com a presença de pequenas e inestéticas veias (“vasinhos”).
Atualmente, como fruto das intensas pesquisas científicas e com o advento de novos recursos, deixou-se a pomada com corticóide como uma 2ª opção, apenas para os casos com intensa coceira, ou quando não for possível utilizar outro tipo de tratamento”.

9 - Muitos médicos recomendam o uso de uma fita de silicone para evitar problemas com a cicatriz. Como esse tipo de material pode colaborar no tratamento?
“Independente de todos os tipos de tratamento para cicatrizes hipertróficas e quelóide, a fita de silicone deve ser aplicada, via de regra, nessas cicatrizes, e por isso é tão recomendada por muitos médicos. A oleosidade natural da pele, fabricada por glândulas sebáceas, é responsável, dentre outras funções, pela manutenção da hidratação da pele (chamada barreira cutânea ou epidérmica).
As cicatrizes não possuem glândulas sebáceas, ou seja, são secas na sua superfície, independente do grau de oleosidade da pele ao redor. E, assim sendo, a água evapora continuamente através da cicatriz desidratando ainda mais o seu interior. Para que exista maior aporte de água na cicatriz ocorre uma dilatação dos vasos sanguíneos locais; contudo, essa água também evapora pela ausência da camada oleosa, e a cicatriz permanece desidratada, avermelhada e, portanto, inflamada, além de inestética.
Por isso, é essencial a utilização de fitas ou lâminas de silicone sobre essas cicatrizes, mantendo um nível contínuo e mais adequado de hidratação das mesmas. Entretanto, a utilização de fitas de silicone não deveria ser restringida apenas ao tratamento de cicatrizes patológicas, mas também na prevenção de quelóide após remoção cirúrgica. A fita de silicone também deve ser aplicada em qualquer cicatriz, inclusive normal, oriunda de qualquer tipo de intervenção cirúrgica. Com esse recurso, mesmo cicatrizes normais teriam seu período de avermelhamento encurtado, e a qualidade final da cicatriz seria muito melhor”.

10 - Por quanto tempo a paciente deve utilizar essa fita?
“O tempo de uso até o resultado varia de acordo com o tipo e idade da cicatriz. No quelóide e em cicatrizes hipertróficas a fita de silicone deve ser utilizada por um período longo, de muitos meses ou anos, conforme indicação do médico.
Em cicatrizes normais as fitas deveriam ser utilizadas a partir do 1º ou 2º mês pós-operatório, ou a critério médico, e pelo menos até o amadurecimento final da cicatriz, que ocorre em média entre 12 a 18 meses após a operação, ou conforme indicação médica. Uma fita de silicone Medgel deve ser utilizada entre 10 a 16 horas/dia, ou conforme indicação médica. A fita não incomoda e pode ser reutilizada após lavagem, devendo serdiariamente higienizada conforme orientações do fabricante”.

11- Exposição ao sol pode piorar o aspecto da cicatriz?
“A irradiação ultravioleta do sol é um agente fortemente agressivo à pele e pode acarretar transtornos durante o processo de cicatrização. Por isso, não se deve submeter a pele ao sol antes de uma intervenção cirúrgica.  
Essa irradiação também agride uma cicatriz, podendo predispô-la mais comumente a uma pigmentação (cicatrizes escuras), ou a uma despigmentação (cicatriz mais clara que a pele, principalmente em afro-descendentes), podendo desencadear cicatrizes hipertróficas quando há excessiva exposição dos raios solares”.

12- A cicatriz não desaparece, mas existem pessoas que apresentam marcas menos aparentes. Por que isso acontece?
As cicatrizes são menos aparentes em regiões de pele mais fina (face e pálpebras), em regiões de pele submetidas à menor tração por contração muscular (face de dentro dos braços, nádegas), em pessoas com menor oleosidade na pele e em pessoas idosas (a pele é mais fina e ressecada).

19 de dez de 2012

Saiba como se divertir e relaxar na gravidez sem expor você e seu bebê a riscos.

A grávida pode se bronzear à vontade, basta que capriche na proteção solar e na ingestão de líquidos

"Gravidez não é doença." Você já deve ter ouvido essa máxima de médicos, familiares e amigos. Mas, nesse período, a gestante precisa respeitar algumas limitações e evitar certas situações cotidianas para assegurar a própria saúde e, claro, a do bebê.

"As restrições têm a ver com males que diversas práticas podem provocar e impactar não só a vida da mãe e da criança que está no ventre, como a de toda a família que aguarda o nascimento", afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista, obstetra e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Nessa etapa da vida, portanto, é essencial eleger algumas prioridades no campo do trabalho, da alimentação, da vida social e dos momentos de lazer. A respeito destes, ainda que você tenha uma gravidez considerada saudável, é necessário levar em conta mais do que bom senso e buscar informações. Não são todos os passatempos que podem ser desfrutados sem cuidados.

"A espera de um bebê não é o melhor período da vida de uma mulher sedentária para ela se tornar uma atleta, por exemplo", declara Rômulo Negrini, mestre e especialista em medicina fetal e gestação de alto risco e professor da Santa Casa de São Paulo. Negrini diz que a observação não quer dizer que praticar atividade física seja proibido para as gestantes. Pelo contrário: o hábito é saudável, proporciona bem-estar e ajuda a amenizar desconfortos típicos da gravidez, só é preciso escolher modalidades adequadas ao momento, como a caminhada.

"A questão a ser levada em conta é que as mudanças físicas típicas da gravidez, dentre elas o aumento de peso e a perda de equilíbrio, podem dificultar a aprendizagem de uma atividade simples, como andar de bicicleta, e provocar acidentes", afirma Ruth Hitomi Osava, professora do curso de obstetrícia da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP e presidente da Abenfo/SP (Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado de São Paulo).
Mesmo para quem está habituada a praticar atividade física regularmente, e tem liberação médica, há restrições. De acordo com Negrini, andar de bicicleta em excesso, no fim da gestação, aumenta a chance de a mulher entrar em trabalho de parto por ser um exercício ergométrico que exige esforço dos membros inferiores. Por isso, ele recomenda que a gestante converse com o profissional que faz seu pré-natal sempre que apareçam dúvidas do gênero posso ou não posso.

"Quando algo não é proibido, porém não recomendado para grávidas, pense se o que você quer fazer é inadiável ou pode esperar o término dos nove meses. Por que arriscar?", questiona Negrini. E, mesmo depois de dialogar com o médico e obter sua aprovação, se a gestante se sentir insegura e temerosa para praticar alguma atividade, por mais simples e inofensiva que pareça, o especialista diz que é melhor não tentar.

Leia mais recomendações dos especialistas para outros lazeres no caso de gestações saudáveis.

Frequentar sauna

A ginecologista e obstetra Patrícia Rossi, membro da Comissão de Avaliação Profissional da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), diz que não é uma atividade recomendada para a gestante. "A temperatura elevada pode baixar ainda mais a pressão arterial da grávida, que já tem tendência a ser baixa, fazendo-a se sentir mal."

Acampar

A diversão pode ser desfrutada pelas gestantes desde que sejam considerados dois cuidados. No fim da gestação, Negrini fala que é importante não escolher um lugar isolado demais ou de difícil acesso para não se correr o risco de entrar em trabalho de parto sem receber a assistência adequada. Outra providência é buscar informações a respeito da incidência de febre amarela na região a ser visitada. "A vacina não deve ser aplicada em grávidas por conter o vírus da febre amarela vivo." Por isso, se houver casos da doença no local, é mais prudente escolher outro destino.

Experimentar culinárias diferentes

Pratos das cozinhas indiana, vietnamita, tailandesa e chinesa estão liberados. Mas, se você já tem histórico de intolerância à pimenta, frutos do mar ou outro ingrediente, ele continua tendo de ser respeitado. O único alerta para a futura mãe tem a ver com receitas que contêm ingredientes crus ou mal passados (vegetais, legumes e carnes), por causa do risco de contrair toxoplasmose (doença infecciosa que pode ser transmitida da mulher para o feto e causar má formação do bebê), entre outros males relacionados com alimentos contaminados.

Mergulhar

O hobby aquático é proibido durante a gestação, mesmo para quem mergulhava com frequência, por vários fatores. Zlotnik, do Einstein, diz que na água, em profundidade, nosso corpo sofre uma série de alterações, que têm a ver com a variação de pressão, de oxigenação e de concentração de outros gases, que afetam o bebê. "Na superfície, com esnórquel, não há problema", fala o especialista.

Mesmo nessa modalidade, vale ficar atenta à sua capacidade respiratória e não exagerar na dose. Ruth Hitomi Osava diz que é normal a mulher, com o avançar da gravidez, ter a capacidade respiratória reduzida e se cansar mais facilmente.

Tomar sol para se bronzear

Sem problemas. As recomendações para a futura mãe são as mesmas para qualquer pessoa: entre 10h e 16h, a exposição deve ser suspensa por causa da alta radiação UVA e UVB, proteger os olhos e a cabeça, com óculos e chapéu, e usar filtro solar em todo o corpo, seja lá qual for o horário do banho de sol.

"Inclusive na barriga. O produto fica na pele, a criança não tem contato nenhum com ele nem vai esquentar se a mãe tomar sol. O bebê está bem protegido", diz Zlotnik, do Einstein. Por estar grávida, ele diz ser prudente ficar mais atenta ao risco de desidratação, ingerindo muito líquido, e ao surgimento de manchas na pele (em função da variação hormonal), caprichando na aplicação e reaplicação do filtro solar.

Andar de montanha-russa

Em nenhum momento da gravidez esse tipo de divertimento é liberado por inúmeras razões. No início da gestação, Negrini diz que a mulher geralmente sofre com enjoos, pode vomitar e corre o risco de aspirar o vômito, expondo a saúde dela e a do bebê. A partir da 20ª semana, a aceleração do brinquedo aumenta a chance de descolamento de placenta.

Saltar de "bungee jump"

Não é hora de experimentar a atração radical. Ruth Hitomi Osava afirma que a descompressão brusca de ar pode acarretar o descolamento da placenta e o impacto ao final da queda é também sentido pela criança. "É como soltar uma bexiga cheia de água do alto de um prédio. O líquido se movimenta de modo descontrolado."

Ingerir bebidas alcoólicas

De jeito nenhum. Ainda que não existam testes científicos a respeito para determinar em que quantidade o álcool é prejudicial, a gestante não deve beber. "Sabemos que ele faz mal para o bebê. Mas não faz sentido fazer pesquisas com mulheres grávidas, expondo-as a bebidas, para estudar a quantidade que faz mal nem os males que podem provocar na criança", diz Negrini.

Ir a shows de música e dançar

Essas diversões estão liberadas, desde que a futura mãe tenha o bom senso de saber seu limite para evitar dores e desconfortos para ela. Se sentir falta de ar, dor nas costas, nas pernas e nos pés, é melhor procurar algum lugar para se sentar e descansar. "O barulho e a agitação não fazem mal para o bebê, embora se saiba que, no ventre, as crianças ficam mais inquietas se expostas a músicas agitadas", afirma a enfermeira obstetra da USP.


18 de dez de 2012

Mulheres brasileiras têm filhos cada vez mais tarde, segundo IBGE

Novo relatório mostra que 18,3% das mães que engravidaram no país em 2011 tinham entre 30 e 34 anos.


De acordo com os resultados de um balanço divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres têm engravidado cada vez mais tarde no Brasil. Chamado de Estatísticas do Registro Civil, o relatório mostra que, de 2001 a 2011, o número de mães entre as jovens de 15 a 19 anos caiu, enquanto o de mulheres entre 30 a 34 anos aumentou. 

Em 2001, 20,9% das mulheres que engravidaram no país tinham de 15 a 19 anos. Em 2006, essa porcentagem baixou para 19,7%, e, em 2011, para 17,7%. Na faixa entre 20 e 24 anos, os índices caíram de 30,74% para 27,53% nos mesmos dez anos. Já entre as mães de 25 e 29 anos, aumentaram de 23,32% para 25,27%. Em relação às mulheres entre 30 e 34 anos, o cenário é ainda mais representativo: as grávidas eram 14,4% das brasileiras em 2001, 15,3% em 2006, e 18,3% em 2011. 

O balanço contabilizou também o número de casamentos e divórcios no Brasil, mostrando que ambos os índices aumentaram nos últimos anos. Em 2011, foram registrados 1.026.736 casamentos, o que representa 5,0% uniões a mais que no ano anterior. O número de divórcios, por sua vez, chegou a 351.153 em 2011, um crescimento de 45,6% em relação a 2010 – e a maior taxa registrada no país desde 1984.

17 de dez de 2012

Projeto de lei propõe salário integral a grávidas em situação de risco

      Já aprovado pelo Senado, ele segue para discussão na Câmara.


Uma nova proposta que visa proteger a saúde das gestantes foi aprovada nesta quarta-feira (5) pelo Senado Federal. Feito por Marta Suplicy (PT-SP), o projeto de lei propõe licença remunerada à mulher cuja gravidez for considerada de alto risco. Isso quer dizer que, com ele, as mulheres poderão se ausentar do trabalho e continuar recebendo salário integral pelo período que for necessário. Para isso, bastará entregar um laudo médico para comprovar a gravidade da situação.
Atualmente, quem paga pelos primeiros 15 dias de afastamento da gestante em risco é a própria empresa empregadora. Após o 16° dia, ela recebe do INSS um valor percentual dos salários pagos.
Segundo a relatora, Lúcia Vânia (PSDB-GO), cerca de 15% a 20% das gestantes do país se beneficiariam com a lei. Para entrar em vigor, ela ainda deve ser aprovada pela Câmara. A notícia foi publicada no dia (6) de Dezembro no site oficial do Senado.

14 de dez de 2012

Tente o parto normal! Veja por quê!

A criança respira melhor, a descida do leite é acelerada e a recuperação, mais rápida. Conheça esses e mais motivos para investir nesse tipo de parto.


Como a natureza quer: se o parto normal é o desfecho natural de uma gravidez, por que fugir dele antes mesmo de saber se uma cesárea é de fato indicada para o seu caso? “O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer”, diz o obstetra Luiz Fernando Leite, das maternidades Santa Joana e Pro Matre, em São Paulo. É claro que, na hora do parto, às vezes surgem complicações. Aí, sejamos justos, a cesariana pode até salvar a vida da mãe e do filho. “Mas, quando a cirurgia é agendada com muita antecedência, corre-se o risco de a criança nascer prematura, mais magra e com os músculos ainda não completamente desenvolvidos”, adverte o obstetra.


A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

Acelera a descida do leite: “Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura”, afirma Mariano Sales Junior, da maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizonte. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.

Cai o mito da dor: por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Segundo Washington Rios, coordenador da maternidade de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, não há o que temer. “A analgesia é perfeitamente capaz de controlar a dor”, afirma. Isso porque há mais de dez anos os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana, a mesma usada na cesárea, e a peridural. “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, explica a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora.

Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. Em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. Quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. Já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.

Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI”, revela Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No parto normal, esse número cai para 3%. “A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago”, compara Kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer...

13 de dez de 2012

Como a grávida deve agir no ambiente de trabalho.

É o momento de achar o limite entre manter o profissionalismo e respeitar a sua gravidez.



Sim, quando você descobre que está grávida é fato que algumas mudanças ocorrem no dia a dia. No trabalho, no entanto, é preciso equilíbrio para manter as emoções sob controle. Confira dicas de como fazer com que os nove meses no trabalho sejam tranquilos:

* Procure trabalhar normalmente... para uma mulher grávida! Enjoos podem ocorrer, os intervalos de idas ao banheiro irão diminuir e alguns movimentos ficarão bem complicados. Adapte-se. Isso significa, por exemplo, rever os prazos — mas jamais deixar de fazer seu trabalho. 

* Faça pequenos descansos, até para controlar melhor as emoções. Dependendo da empresa, dá para combinar almoços mais longos, trabalhar meio período e até ficar online em casa, alguns dias. 
* Não trate a gravidez como um problema. Por exemplo: em vez de dizer “amanhã vou sair mais cedo porque tenho o meu primeiro ultrassom e quero ver se o bebê está bem”, diga apenas “amanhã tenho um exame e sairei mais cedo”. 

* Caso precise enfrentar alguma situação polêmica, escreva antes o que pretende dizer, avaliando a consistência dos argumentos. Assim, manterá a discussão em um nível aceitável e terá como se defender se alegarem que isso só está ocorrendo porque você está grávida e sensível. 

* Cuidado para não falar apenas da gestação (ela vai ser seu assunto preferido, claro). Quando perguntarem como você está, seja objetiva e conte somente o necessário. Deixe os detalhes para um papo com suas amigas, marido, familiares...

* Tente planejar seus horários no médico — seu gestor também precisa se organizar para arcar com a sua ausência. Estabeleça, por exemplo, que terá médico/exame toda segunda-feira de manhã e deixe combinado. Isso também fará ele se comprometer e não marcar uma reunião que exija sua presença. 

* Caso a situação no trabalho seja muito complicada emocionalmente, lembre-se de que esse não é o momento de mudanças. Mas você pode cuidar da sua carreira. Faça cursos online ou aulas domiciliares para aprender outra língua. No mínimo, leia livros sobre a sua área. E deixe para pensar no futuro depois que voltar a trabalhar. 

* Converse sobre a licença-maternidade com seu chefe, mas seja realista. Será mais fácil negociar se você tiver feito antes uma boa avaliação sobre o seu cargo e o quanto sua ausência vai interferir no trabalho da empresa.

12 de dez de 2012

“Estou grávida e não sinto...”

Sintomas clássicos como enjoo, tontura e desejos estranhos no meio da madrugada não acontecem com você? Não se preocupe: a ausência desses sinais pode ser até algo positivo.



Se a barriguinha anda demorando a despontar ou se o problema é o bebê que não quer saber de dar os primeiros pontapés, relaxe. O atraso no aparecimento de algumas manifestações da gravidez e a ausência de certos sintomas típicos, como o enjoo, não significam, necessariamente, que algo não vá bem ou que você esteja “menos grávida”. Na verdade, ser poupada de alguns mal-estares gravídicos, além de uma bênção, pode ser até sinal de mais saúde.

A ginecologista e obstetra Marcia Andréa Puggesi Rubin, 39 anos, sabe, tanto por experiência própria quanto profissional, que uma mesma mulher pode vivenciar mais de uma gestação de diferentes maneiras. Mãe três vezes – de Matheus (14 anos), de Gabriel (9 anos) e do pequeno Rafael, de apenas 6 meses -, Marcia conta que, nas duas primeiras gestações, a falta de sintomas era quase que total. Já na última, a história foi bem diferente. “Talvez porque, nos dois primeiros filhos, eu trabalhasse muito e não tivesse tempo de observar o que acontecia. Mas, na gravidez do Rafael, eu havia decidido que teria um ritmo mais tranquilo. Assim, senti, por exemplo, uma sonolência tão forte que precisava dormir depois do almoço”, relembra a médica, que passou a repousar por pelo menos uma hora após a refeição todos os dias. Outras mudanças da última gravidez em relação às anteriores foram: desejo por comer uva, azia nos dois últimos meses e prisão de ventre, contornada com muita caminhada e ingestão de fibras.

Agora, veja quais são os sintomas mais comuns às gestantes, em que fase da gravidez costumam surgir e por que podem não se manifestar em alguns casos:


Fadiga e sonolência
Um cansaço maior e uma vontade irresistível de dormir podem surgir desde o início da gestação e permanecer até o final. Os fatores envolvidos são muitos, começando pelo aumento do hormônio progesterona no organismo, que causa relaxamento dos vasos sanguíneos e, consequentemente, uma baixa da pressão arterial na maioria das gestantes. Outro motivo para essa letargia pode ser a anemia dilucional, típica da gravidez, e é exatamente para preveni-la ou tratá-la que o médico que realiza o pré-natal geralmente prescreve a reposição do ferro. “Pacientes que engordam muito tendem a se sentir mais cansadas. Por isso, o ideal é ganhar, no máximo, de 10 a 12 quilos”, afirma Marcia Rubin. Mais uma vez, vale a regra: se no seu caso não há fadiga, significa que seu corpo vai muito bem, obrigada! 
Mamas que não crescem nem doem
 Algumas mulheres sentem os seios estufarem ao longo da gravidez e ficarem mais sensíveis. Com outras, o fenômeno ocorre apenas depois do parto. Ambas as situações são normais, a diferença é que em alguns casos a glândula mamária começa a se preparar para a amamentação antes do nascimento do bebê. Tem a ver com a quantidade de hormônios circulando no organismo e com a sensibilidade individual.
Desejos estranhos
 Para alguns, mera frescura. Para outros, uma vontade legítima de comer algo especial, talvez causada por uma carência nutricional ou pela gangorra hormonal da gravidez. A realidade é que não há respaldo científico para os desejos alimentares das futuras mamães. E nem todas elas os têm. Comprovado mesmo só existe um fato: nenhuma criança até hoje nasceu com cara de bombom ou de empada por falta de se conseguir esses quitutes no meio da madrugada...
Tontura e desmaios
Mais comuns no primeiro trimestre, essas duas manifestações podem perdurar por mais tempo, mas nunca são um bom sinal. “Tonteiras e desmaios normalmente são causados por pressão baixa ou hipoglicemia. Podem provocar quedas, que são potencialmente perigosas”, alerta Luiz Augusto Ferreira Santana, obstetra da Maternidade Leila Diniz, do Rio de Janeiro. Portanto, se você não os tem, parabéns! Possivelmente está se cuidando bem e se alimentando da maneira ideal.
Xixi a toda hora
 A micção frequente – ou, para usar o termo médico exato, polaciúria – é uma realidade cansativa para a maioria das gestantes. E olha que a danada costuma dar as caras lá pelo terceiro mês e só tende a piorar. O motivo é óbvio: quanto mais o útero cresce, mais ele comprime a bexiga, que cada vez consegue armazenar menos urina. Assim, o número de vezes que se urina por dia só aumenta com o passar dos meses. Desse mal você não tem sofrido? Comemore, pois seu caso é uma raridade. “Quando a mulher não tem esse sintoma, provavelmente é porque ela já tinha o hábito de ir mais vezes ao banheiro, então, não percebe nenhuma alteração em sua rotina”, analisa o médico Luiz Augusto Santana.
Intestino para lá de preguiçoso
Prisão de ventre é uma das queixas mais presentes nos consultórios de obstetrícia e pode perdurar os nove meses. A progesterona, mais uma vez, é a responsável pelo problema, já que causa uma diminuição da contração do intestino. “Se a grávida não sofre de constipação, certamente é porque está tomando iogurte, comendo mamão, bebendo suco de laranja. São exemplos de alimentos que melhoram o bolo fecal”, diz o obstetra Luiz Santana. Comer alimentos ricos em fibras e caminhar são medidas que ajudam no trânsito intestinal e, por tabela, colaboram para prevenir hemorroidas, outro mal comum na gravidez.
Azia
Diz a crença popular que quando o estômago da mãe dói, a criança nascerá cabeluda! Claro que não há nenhuma relação entre a azia que muitas grávidas sentem com a quantidade de fios na cabecinha do bebê. Mas que o incômodo pode ser bem desconfortável, ninguém duvida. Ele acontece por conta de uma maior produção de ácido clorídrico no estômago, necessário para metabolizar mais rapidamente os alimentos e assim atender adequadamente às necessidades do feto. Segundo Santana, as gestantes que felizmente não padecem de queimação estomacal são provavelmente dotadas de uma boa capacidade de impedir o refluxo do ácido do estômago para o esôfago. Elas são também privilegiadas, já que a pirose, como é chamado o sintoma, pode ocorrer em todas as fases da gravidez.
O bebê mexer
Sentir os movimentos do bebê talvez seja o momento mais esperado por quem carrega um filho na barriga. Parece até que as tais 22 semanas que o médico diz que são necessárias para começar a perceber o bebê se mexendo nunca passam! Imagine, então, quando essa data chega e nada do filhote dar seus chutes? Se isso está acontecendo com você, não vale pirar. O pré-natal estando em dia, basta ter mais um pouquinho de paciência. “Tem nenê que é mais preguiçoso, dorme muito, e é preciso que a mãe esteja muito atenta para perceber movimentos. E se tiver pouco líquido amniótico, o bebê mexe menos mesmo”, esclarece Luiz Santana.
Barriga discreta
Não adianta sonhar com um barrigão muito evidente se sua constituição física não favorece essa situação. “A grávida obesa quase não faz barriga, enquanto a miudinha forma uma barriga grande e pontuda desde o princípio da gestação”, exemplifica Marcia. “Fatores como o diâmetro e o formato da pelve da mulher e se ela tem ou não cintura larga também interferem em como a barriga vai aparecer”, complementa Santana. As mais ansiosas por desfilar a silhueta de grávida podem valorizar as curvas do ventre com batas e vestidos recortados sob o busto. O truque ajuda a marcar mais a barriguinha.

via bebê Abril









11 de dez de 2012

Livre-se das manchas no rosto da gravidez



Ainda não existe cura para as tais marcas, conhecidas como melasma. Mas, é possível prevenir e atenuar o problema que tanto incomoda as gestantes
As alterações hormonais relacionadas à gravidez e ao desenvolvimento do bebê são as mesmas que provocam efeitos indesejáveis, como o aparecimento ou agravamento de manchas marrons em vários pontos da face – o melasma que, durante esse período, recebe o nome de cloasma gravídico. Ainda não são totalmente conhecidos os mecanismos de surgimento da lesão, tampouco o conjunto de hormônios envolvidos. A única certeza é a da participação do estrogênio e da progesterona, além da desconfiança da atuação do hormônio melanotrófico, que age na liberação de melanina, uma proteína que confere cor à pele. “Os hormônios femininos têm ação direta na pigmentação cutânea”, afirma a dermatologista Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Na gravidez, esse processo fica bastante evidente. Basta notar o escurecimento da linha alba, aquela linha vertical bem no meio do abdômen, que escurece e se torna a linha nigra. Do mesmo modo, ficam mais escuros os grandes lábios vaginais, a aréola mamária, as regiões da virilha, axilas e até as pintas espalhadas pelo corpo”. Então, o problema tanto pode aparecer pela primeira vez numa gravidez como ser desencadeado muito tempo antes dela, pela ação dos hormônios presentes nas pílulas anticoncepcionais. A SBD alerta que, apesar de se tratar de uma alteração benigna, sem risco de complicações, o problema traz um impacto psicossocial muito importante na qualidade de vida das mulheres.

Embora o problema tenha muitas causas ainda desconhecidas – não se sabe, por exemplo, se há fatores genéticos e hereditários envolvidos – o sol e o calor são os principais aliados dos hormônios nesse processo. “De tudo o que se sabe com certeza é que a lesão aparece, reaparece ou se intensifica com a exposição aos raios solares ou em ambientes muito quentes”, explica a dermatologista Meire Brasil Parada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, as manchas podem ser mais superficiais ou profundas. Quanto mais externas, mais fácil de clarear.

As alterações hormonais persistem por um período de quatro a seis meses após o término da gravidez. Assim a hiperpigmentação tende a diminuir gradualmente após o parto, principalmente e mais rapidamente com o uso de fotoproteção constante. Entretanto, isso não significa que o melasma irá desaparecer.

Como infelizmente ainda não há cura para o problema, o melhor a fazer é prevenir o seu aparecimento – leia-se a total proteção contra os raios solares com o uso de bloqueadores, bonés e viseiras, além de evitar, o máximo possível, a exposição ao sol, principalmente entre as 10 e as 15 horas, no horário normal e entre as 11 e 16 horas, no esquema de verão. Alessandra Bisi, dermatologista do Prontobaby Hospital da Criança, do Rio de Janeiro, lembra que, durante a gravidez, as mulheres podem ainda utilizar loções faciais contendo vitamina C a 10%, desde que prescritas pelo médico. "Devem ser usadas duas vezes ao dia, mas é necessário manter o uso do protetor solar".

Meire Brasil lembra que, quanto maior o fator protetor do filtro solar (FPS), melhor – no mínimo 30. Ela recomenda o uso de bloqueadores com cor, semelhantes a uma base para maquiagem. “Eles são mais eficazes porque a base e o bloqueador formam uma dupla barreira física contra os raios ultravioleta”, diz.

E aplicar o protetor uma vez por dia não garante nenhuma proteção. O correto, conforme a especialista da Unifesp, é lavar o rosto e espalhar uma camada assim que levantar da cama pela manhã. E a cada duas horas, lavar o rosto ou limpá-lo com loção de limpeza ou demaliquante e reaplicar o filtro solar. “Só respeitando a frequência de aplicação a cada duas horas é que se pode dizer que há proteção”, avisa. Ela ressalta ainda que não basta aplicar uma camada leve. São necessárias quantidades generosas no rosto todo. A recomendação é de dois milímetros cúbicos, ou seja, uma colher de café cheia do produto.

Depois que o melasma aparece, não tem mais jeito de acabar com ele para sempre. Mas, existem tratamentos capazes de atenuá-lo, evitando que as manchas se intensifiquem. “Além da proteção contra os raios ultravioleta, existem medicamentos que podem ser prescritos pelo especialista, como o ácido azelaico, a vitamina C tópica, alfa e beta hidroxiácidos e os ácidos retinóico, fítico e lático. Como alguns desses medicamentos não devem ser usados por gestantes, esta é mais uma razão para não se automedicar”, alerta Leandra.

Segundo ela ressalta, o único procedimento que a gestante pode e deve fazer em casa para evitar a piora da situação é a fotoproteção. Para controlar o problema, é preciso sempre procurar um dermatologista para o diagnóstico correto e condução do melhor tratamento para cada caso.

Os dermatologistas são unânimes ao afirmar que nem todas as mulheres respondem de maneira idêntica aos tratamentos para amenizar o melasma. “Em geral, o tratamento é muito difícil e, não raro, frustrante, tanto para o médico, quanto para o paciente”, enfatiza Leandra Metsavaht, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.  “Estudos mostram que algumas combinações de medicamentos são mais eficazes do que os medicamentos isolados. Porém, algumas pacientes ficam com a pele extremamente sensível e isso deve ser avaliado caso a caso”, diz. O mais importante é que quem tem melasma deve ter em mente que não existe milagre e nem cura. “Uma vez com melasma, sempre com melasma. E quanto mais vermelha e sensível aos raios ultravioleta estiver a pele, pior ficará o aspecto do melasma.

Como tratar? 
Segundo a dermatologista Tatiana Jerez Jaime, da Clínica Denise Steiner, em São Paulo, em muitos casos o melasma gravídico pode desaparecer após o parto. “Em 30% das mulheres, as manchas se mantêm após o período gestacional, mas é importante que elas tenham em mente que uma pele que apresenta melasma deverá ser cuidada pelo resto da vida. As manchas podem desaparecer com o tratamento, porém qualquer exposição ao sol, mesmo que mínima, pode fazer a mancha reaparecer”, destaca.

Conforme a especialista, existem diversos produtos e tratamentos para o melasma. Na maioria das vezes, em busca de melhores resultados, o dermatologista combina estes tratamentos. Conheça os principais:

Ácidos – são, na sua maioria, produtos considerados medicamentos e, por isso, vendidos em farmácias, na forma de creme, loção, gel, serum. Em geral, são produtos para uso noturno, devendo ser removidos pela manhã. Sua função é promover a renovação celular e estimular a formação de colágeno, além de facilitar a penetração, através da pele, de outros agentes com funções clareadoras. Devem sempre ser prescritos por um dermatologista, que explicará a forma correta de uso. Quando mal usados, podem levar a irritações da pele e com isso piorar as manchas. Os ácidos mais usados são o retinóico ou tretinoína, o glicólico, o azelaico e adapaleno. O único ácido que, comprovadamente, pode ser usado no período da gestação e aleitamento é o ácido azelaico.

Clareadores – Em sua maioria, são considerados produtos cosméticos. Nessa categoria estão o arbutin, o ácido kojico, a vitamina C ou ácido ascórbico, o melawhite e skin whitening complex. Há ainda o hidroquinona, um despigmentante mais potente e considerado medicamento. Estes ativos podem ser usados em produtos combinados com os ácidos para aplicação noturna ou em produtos clareadores para serem aplicado de dia. “O uso dos clareadores é sempre recomendado no tratamento do melasma. Alguns deles podem ser usados durante a gestação e o aleitamento, como a vitamina C. Porém a hidroquinona é proibida neste período”, destaca Tatiana. A resposta ao tratamento com produtos tópicos é lenta e gradual. Alguns casos apresentam melhora significativa após um mês de uso dos produtos, outros precisam de até 3 meses para que os resultados sejam visíveis. O importante, segundo ela, é não esperar resultados milagrosos e rápidos, mas insistir no tratamento. Já os recursos domiciliares, contínuos e prolongados, com ácidos e clareadores, são considerados os melhores tratamentos para o melasma desde que, óbvio, sempre aliado à proteção solar.

Proteção solar – Os filtros solares são fundamentais no tratamento do melasma. Um único dia de descuido pode colocar a perder os resultados obtidos com meses de uso de produtos clareadores. Hoje em dia os especialistas dão preferência aos filtros que contenham cor de base por serem mais efetivos na proteção contra a luz visível, aquela emitida pelas lâmpadas e refletores. Os filtros brancos, por mais alto que seja seu FPS, só protegem dos raios ultravioleta do sol. No dia a dia, quem tem melasma deve repassar o filtro pelo menos 3 vezes ao dia (manhã, no almoço e meio da tarde). “É importante lembrar que a proteção dos filtros nunca é 100%. Por isso, devemos sempre tentar usar meios físicos de proteção, como chapéus e viseiras de abas largas, sobrinhas e, na praia, ficar à sombra de barracas”, diz. A proteção solar pode e deve ser usada durante a gestação e o aleitamento.

Ativos via oral – Algumas substâncias, quando ingeridas, protegem a pele do dano solar, contribuindo para o tratamento do melasma. São produtos eficientes para serem usados como adjuvantes aos de uso tópico (local), disponíveis em formulações industrializadas ou fórmulas manipuladas. Os ativos mais usados  incluem as substâncias polypodium leucotomos, picnogenol, luteína e outros antioxidantes, como o licopeno. “São produtos usados principalmente no verão, quando a exposição solar é maior. No geral, recomendamos iniciar o uso 15 a 30 dias antes do início da exposição. Como não existem estudos em grávidas, estas substâncias de uso oral não são recomendadas durante a gestação e o aleitamento”, destaca Tatiana.

Peelings – são escamações da pele promovidas pelo uso de ácidos – no caso, de peelling químicos – ou por uso de objetos abrasivos como lixas e cristais, os peelings físicos. Esses procedimentos podem ser superficiais, médios ou profundos, conforme a camada da pele que a descamação atinge. Quanto mais profundo, mais agressivo e mais intensas a inflamação e irritação da pele logo, após o procedimento. “Como o melasma é um quadro que pode ser piorado por irritação e inflamação na pele, os peelings mais agressivos não são recomendados’, diz Tatiana. Mesmo os superficiais, que podem ser usados em alguns casos, devem ser feitos com cautela e sempre indicados e acompanhados por um dermatologista. Não devem nunca ser usados como tratamento único para o melasma e sim como coadjuvantes ao tratamento tópico domiciliar, feito com ácidos e clareadores. Geralmente são necessárias em média cinco sessões, com intervalos de cerca de 30 dias. “Como a pele com melasma não deve ser submetida a irritações, evitamos intervalos menores e procedimentos mais agressivos, o que poderia piorar as manchas”. Os peelings químicos são contraindicados durante a gestação. Já os peelings físicos, como o de cristal, poderiam ser usados. Mas os seus possíveis benefícios talvez não justifiquem os riscos, já que a possibilidade de pigmentação por irritação ou inflamação é ainda maior durante o período que vai da gestação até seis meses após o parto.

Lasers e Luzes – são tecnologias mais recentes e de uso bastante controverso no tratamento do melasma. Nunca devem ser considerados uma forma de cura ou salvação ou mesmo utilizados como tratamento único. Segundo Tatiana, muitos tratamentos como a Luz Intensa Pulsada e os Lasers Fracionados mostraram resultados desanimadores para o melasma. A maioria dos casos apresenta uma melhora inicial, seguida de uma piora importante, conhecida como efeito rebote. Na tentativa de evitar o rebote, estas tecnologias, quando usadas, devem ser sempre com baixa intensidade, distribuída em um maior número de sessões.

Segundo a especialista da Clínica Denise Steiner, recentemente chegou ao Brasil uma tecnologia nova que, diferente dos lasers mais antigos, apresenta resultados promissores e que, em muitos casos, parece não haver o risco de pigmentação rebote, ou seja, escurecimento da mancha após o tratamento. Trata-se de um equipamento chamado Q-switched Nd:YAG, que dispara raios em pulsos ultra-rápidos (nanosegundos), capazes de destruir a melanina sem gerar calor suficiente que cause agressão à pele ao redor, evitando a irritação e a inflamação que seriam responsáveis pela piora da mancha. O tratamento com esse tipo de laser é feito, a princípio, em dez sessões semanais. A tecnologia ainda não representa a cura para o melasma, mas parece apresentar resultados mais eficientes e duradouros do que as outras técnicas empregadas até hoje.    

Como ela destaca, como ainda não há estudos sobre os riscos para o feto, o uso de lasers não é recomendado nas gestantes. Durante o aleitamento, em tese, eles poderiam ser usados, porém com muita cautela, por conta dos índices do hormônio responsável pela pigmentação aumentada nas gestantes, que se mantém elevado cerca de seis meses após o parto.